Marília

Empresas começam a demitir em Marília por conta de crise

O fechamento de postos de trabalho, em diversos setores, pode atingir milhares de trabalhadores em Marília.

Conforme apurou o Marília Notícia, uma onda de demissões se iniciou na cidade desde a última terça-feira (24) e tem gerado uma série de publicações nas redes sociais.

Uma das empresas que já iniciou esses cortes é a unidade de Marília da Paschoalotto.

A operadora de telemarketing Yasmin Iza, de 24 anos, trabalhava há quatro anos no local. Ela tem dois filhos, um deles com nove meses e não esperava ficar sem trabalho.

“Na sexta-feira (20) e no sábado (21) eu estava de atestado, por causa de uma gripe. No domingo a minha coordenadora entrou em contato e disse que eu não precisava ir na segunda, por causa dessa crise do coronavírus. Na segunda fui demitida por telefone”, conta.

Troca de mensagens revela temor da população (Foto: Divulgação)

O emprego no telemarketing também vai fazer falta para Karen Beatriz da Silva, de 20 anos, que mora na zona Norte. Casada, ela respira aliviada porque o marido trabalha em atividade essencial, mas diz que tinha contas para pagar e não esperava a demissão.

“Teve uma reunião de manhã (segunda-feira) e falaram em afastamento de 15 dias, mas no mesmo dia veio a demissão. Acredito que estão mandando embora, principalmente, os que tem pouco tempo de serviço”, disse.

A reportagem do MN ouviu uma terceira operadora de telemarketing, que assim como Yasmin, apresentou atestado médico à empresa. A jovem de 24 anos, moradora na zona Leste, pediu para não ser identificada, mas relatou ter ficado afastada até segunda-feira (23).

“Agora estou melhor, mas eu tive coriza, febre e tosse. No último dia do afastamento me ligaram para comunicar a demissão. Eu tenho um irmão pequeno e também ajudo a minha mãe. Vai fazer muita falta esse trabalho, mas já estamos dando a volta por cima. Estou ajudando a minha mãe a costurar máscaras de proteção”, relata.

“Meu marido é pedreiro e também não está aparecendo serviço. A situação ficou muito preocupante e tenho vários colegas que estão sendo demitidos”, conta uma operadora de 19 anos, que também pediu para não ser identificada.

A reportagem entrou em contato com a sede da Paschoalotto, em Bauru, mas gravação telefônica informa que o atendimento está sendo feito, temporariamente, apenas por e-mail.

O MN enviou série de questionamentos ao endereço eletrônico, mas não houve resposta. O espaço continua aberto à empresa.

Carlos Rodrigues

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