Marília

Procura por serviços de celular e banda larga dispara

Em intervalo de dois anos – grande parte do período com pandemia do coronavírus -, o mercado de telecomunicações em Marília experimentou transformações. A necessidade de novas conexões fez o mercado crescer 5,35%, em média. Destaque para os segmentos de telefonia móvel e banda larga fixa.

A internet de alta velocidade – para empresas e residência – aumentou sua base de clientes na cidade em 9,72%. Em setembro de 2019 eram 72 mil assinaturas. No mesmo mês deste ano, o número de clientes passou de 79 mil.

Houve ainda, no período, mobilidade entre as empresas no exigente mercado de banda larga fixa. A telecom regional Life ultrapassou a multinacional Vivo. A empresa mariliense tinha 12,5% de mercado local e, em 24 meses, mais que dobrou sua participação, ao abocanhar atualmente 27,9% do total de clientes.

Os dados estão disponíveis para consulta no site da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que aponta um total de 434,9 mil contratos de telecomunicação ativos no município, ante a 412,8 mil no pré-pandemia.

CELULARES

A telefonia móvel – linhas de celular – segue como o principal serviço prestado. O uso do celular teve aumento de 15% na pandemia. São 271,8 mil cadastros nos sistemas das empresas, superando em quase 30 mil o número de habitantes.

Em setembro de 2019 eram 234,6 mil linhas – na época, abaixo do número de moradores calculados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontava 238 mil habitantes. A Vivo reina absoluta nesse mercado, com 66,8% das linhas, seguida pela Claro, com 17,2%.

TELEFONE FIXO

Em crise bem antes da pandemia, a necessidade de comunicação na pandemia não alavancou essa modalidade de serviço. Em Marília, o número de linhas fixas caiu de 66,8 mil em setembro de 2019 para 51,4 mil no mesmo mês desse ano, retração de 23%

A Claro tem 57,9% das linhas fixas ativas, seguida pela Vivo, com 34% e a Life (6,6%).

TV POR ASSINATURA

O avanço dos serviços de streaming – como o Netflix, Amazon e similares – já vem gerando alerta entre os canais de TV no Brasil há anos. Os dados em Marília confirmam tendência.

Depois do telefone fixo, a televisão foi o serviço de telecomunicação que mais perdeu usuários. Em dois anos, encolheu em Marília de 39,4 mil para 32,3 mil assinantes (-18%).

A maior fatia do mercado de TV paga está com a Claro, com 73% dos clientes. A Sky/AT&T soma 14,5% dos assinantes e a Vivo 9,4, seguida da Life Serviços, com 2,4%.

O auge da TV paga no Brasil ocorreu em novembro de 2014, quando as empresas do setor contavam com 19.842.737 clientes. Em menos de sete anos, praticamente um terço dos assinantes rompeu contratos.

Recentemente, a Anatel foi acusada de maquiar e inflar os dados para esconder a crise no setor.

A partir de julho desse ano, passam a ser incluídos os dados de serviços que não exigem mensalidade, como por exemplo, conexões de clientes que compram decodificadores e usam apenas os canais básicos, sem pagar mensalidade todo mês. Nem com a manobra, o número o setor gera qualquer alento.

Carlos Rodrigues

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