Categories: Marília

TCE julga irregular contrato do ex-prefeito Bulgareli

Mário Bulgareli: um dos piores prefeitos da história

O TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) julgou irregular o contrato firmado em 2008 entre a Prefeitura, durante a gestão de Mário Bulgareli, e a empresa Araúna Energia e Gestão Ambiental, o qual tinha por objetivo a concessão onerosa para realização de projeto, implantação, operação e monitoramento do mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) por meio da captação do biogás gerado no aterro da Prefeitura Municipal. A vigência é dez anos a partir da assinatura, com valor estimado de R$ 3,2 milhões.

Porém a fiscalização do órgão apontou uma série de irregularidades, tais como a restrição da participação de outras empresas na licitação diante da exigência do edital de atestados advindos de contratação internacional ou certificados por “Autoridade Nacional designada pela UNFCCC” de outros países; constante remessa tardia da documentação; e recebimento da garantia contratual em momento posterior à assinatura do contrato. Em sua defesa, a Prefeitura afirmou que em relação à restrição da competitividade, foi necessária a exigência de todos os requisitos e  formalidades estabelecidas pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.

Mas o TCE considerou as alegações fracas, além de observar ausência de planilha orçamentária que expressasse a composição dos custos; justificativa quanto ao critério de remuneração; informação relativa aos termos e condições para a geração e comercialização de energia a partir do biogás coletado; assim como para a exigência de regularidade fiscal de tributos imobiliários, por não guardar pertinência com o escopo da contratação.

Para justificar a falta de informações acerca da comercialização de biogás, a Prefeitura afirmou que existem elementos suficientes no Anexo VI, enviado ao órgão. Contudo, segundo o TCE, trata-se de um mero quadro comparativo de valores estimados para o ano de 2003, sem qualquer menção a estudos efetivamente realiza dos no âmbito do município de Marília que corroborassem os dados apresentados.

“Contribuem ainda para a rejeição da matéria a exigência de comprovação de regularidade fiscal com tributos municipais não pertinentes ao objeto do certame a que compareceu licitante única; e a constatação da parca competitividade resultante das condições estabelecidas para o torneio”, apontou o órgão. Agora, a decisão será comunicada à Câmara Municipal e ao atual Prefeito.

Clique para aqui ler o documento na íntegra:

Com informações da Matra

Marília Notícia

Recent Posts

Mulher dada como morta após atropelamento recebe alta em Bauru

Fernanda Policarpo foi declarada morta pelo Samu e deixada na pista para ter corpo recolhido…

8 horas ago

Percentual de famílias com dívidas cresce, mas inadimplência cai

O indicador que mede o percentual de famílias brasileiras que têm dívidas como cartão de crédito…

13 horas ago

Bolsonaro não precisa ir para hospital, mas de melhor cuidado, diz PF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (6) a…

13 horas ago

Trump posta vídeo racista com casal Obama como macacos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Foto: Arquivo/MN) O presidente dos Estados Unidos (EUA),…

13 horas ago

Júri condena seis por assassinatos em bar da zona sul de Marília

Manoel e Carla foram as vítimas mortas em bar na zona sul (Foto: Redes Sociais)…

13 horas ago

Prefeitura suspende servidor acusado de agredir criança na rede municipal

A Prefeitura de Marília suspendeu por 90 dias um servidor público acusado de ter agredido…

14 horas ago

This website uses cookies.