Exportações de Marília recuaram em agosto, após 'tarifaço' dos Estados Unidos (Foto: Arquivo/MN)
As exportações de Marília caíram em agosto de 2025 em comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo dados da Comex Stat, plataforma da balança comercial do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o município registrou vendas externas de US$ 3,52 milhões (R$ 19 milhões), ante US$ 3,73 milhões (R$ 20,1 milhões) em agosto de 2024 — retração de 5,6%.
A queda esteve diretamente ligada à redução das compras dos Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial da cidade. As exportações destinadas ao mercado norte-americano somaram US$ 444,7 mil (R$ 2,4 milhões), o equivalente a 12,6% do total.
Na comparação com agosto de 2024, a retração foi expressiva: –25,9% ou US$ 155,2 mil (R$ 838 mil) a menos. O resultado respondeu por mais de 70% da queda total das exportações do município no período.
De acordo com o economista Benedito Goffredo, o recuo está associado ao chamado “tarifaço” promovido pelo presidente Donald Trump, que ampliou tarifas de importação sobre diversos produtos brasileiros, especialmente alimentos e itens industrializados.
“Além das tarifas, houve alguns problemas logísticos, como atrasos de navios e falta de infraestrutura portuária, que afetaram o setor de exportação brasileiro como um todo”, afirmou Goffredo.
Produtos tradicionais da pauta mariliense, como confeitaria, chocolates, amendoim e preparações alimentícias, foram diretamente impactados pelo aumento de impostos, perdendo competitividade frente a fornecedores de outros países.
PRINCIPAIS DESTINOS
Em 2024, os Estados Unidos foram o principal mercado das exportações de Marília, com 19,3% do total. Entre janeiro e agosto de 2025, o índice caiu para 12,7%, ainda na liderança.
No mês de agosto, porém, com o impacto do tarifaço, o Uruguai superou os estadunidenses e se tornou o maior destino das exportações marilienses, com 13,7% do total. Na sequência ficaram Estados Unidos (12,6%), Argentina (7,7%), México (6,7%), Chile (6,1%) e República Dominicana (5,3%). Também se destacaram Iraque (4,2%), África do Sul (4,0%), Rússia (4,0%) e Jordânia (3,9%).
Entre os itens mais vendidos ao exterior por empresas de Marília em agosto estão produtos de confeitaria sem cacau (17,0%), produtos de padaria e biscoitos (14,2%), amendoins não torrados (12,6%), artigos e aparelhos ortopédicos (11,0%), chocolates e preparações com cacau (8,8%) e frutas preparadas ou conservadas (7,8%).
Também apareceram na pauta madeira serrada (6,6%), artigos de embalagem de plástico (5,7%) e preparações capilares (3,4%).
Com a medida tarifária dos EUA, empresas de Marília perderam espaço em um de seus mercados mais estratégicos, contribuindo para o déficit da balança comercial do município em agosto, que fechou negativo em US$ 531,6 mil (R$ 2,9 milhões).
Segundo Goffredo, o cenário tende a ser passageiro, com a busca por novos mercados para substituir os Estados Unidos.
“Vislumbro que seja uma situação transitória, uma vez que novos mercados estão sendo abertos, principalmente na Ásia, como a China, e diante da possibilidade de um bom acordo comercial Mercosul-União Europeia”, conclui o economista.
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