Prédios foram abandonados após desocupação dos moradores (Foto: Arquivo/MN)
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou nesta sexta-feira (22), em Marília, que o Estado estuda cobrar dos moradores dos conjuntos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) os custos da reforma dos apartamentos esvaziados desde julho de 2024.
As famílias foram retiradas dos prédios por problemas estruturais e, desde então, recebem auxílio-aluguel pago pelo governo estadual. Segundo Tarcísio, uma das alternativas em análise é a recuperação dos imóveis, com o retorno dos beneficiários mediante pagamento das obras.
“Uma possibilidade é as pessoas voltarem para os edifícios reformados. Só que aí elas teriam o ônus de pagar. Obviamente, isso parcelado, dentro daquilo que cabe na renda, mas pagar essa reforma”, disse o governador durante a Caravana 3D, evento promovido pelo governo paulista na cidade.
Outra hipótese, segundo ele, seria a compra dos apartamentos pelo Estado, pelo valor atual de mercado, com o repasse dos recursos às famílias para aquisição de uma nova moradia. “Poderia ajudar na compra de outro imóvel”, sugeriu.
Tarcísio defendeu que não seria justo custear reformas sem contrapartida dos moradores. “Não podemos, dez anos depois, vinte e cinco anos depois, assumir a manutenção da moradia que foi entregue. Se fizermos isso, vamos inviabilizar o programa e deixar de atender outras famílias que estão na fila”, afirmou.
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