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STF manda Polícia Federal investigar Camarinha e Vinícius

A comentada venda do grupo de comunicação CMN (Central Marília Notícias) no final de 2011 e a verdadeira propriedade do jornal Diário e das rádios Dirceu AM e Diário FM passaram a ser alvo de inquéritos abertos a mando do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília.

A Delegacia da Polícia Federal (PF) de Marília recebeu a Carta Precatória de nº 0087/14-4, assinada pelo ministro Gilmar Mendes, determinando a intimação de diversas pessoas envolvidas na alegada negociação, para que prestem depoimentos.

No inquérito que corre pela PF de Brasília, por questão de foro privilegiado por conta do mandato eletivo, o investigado é o deputado federal Abelardo Camarinha (PSB). Ele deverá prestar depoimento através de carta precatória expedida para a PF de Marília, a exemplo de outras pessoas também envolvidas na investigação.

Segundo o jornalista Hailton Medeiros em sua página no Facebook, o inquérito tocado pela PF de Marília já tem uma lista enorme de intimados, entre eles os sócios-proprietários do grupo CMN nos últimos 10 anos. Isso inclui Geraldo Cardoso (que é funcionário da Secretária de Saúde de Marília), Francisco Cardoso e sua esposa Renata Baldicera Cardoso, que teriam vendido as empresas de comunicação para Sandra Mara Norbiato e Marcel Certain, conforme consta de documentos emitidos pela Junta Comercial de São Paulo (Jucesp).

Este último chegou a lavrar uma Escritura de Declaração em cartório, na cidade de Bragança Paulista, afirmando ser apenas “laranja” dos verdadeiros donos da CMN, apontados por ele como sendo Abelardo e Vinícius Camarinha.

O inquérito de Brasília que traz como investigado o deputado Abelardo Camarinha foi instaurado a mando da ministra Carmem Lúcia, do STF (inquérito nº 3.872). O procedimento de investigação que corre pela Polícia Federal de Marília foi instaurado por ordem do ministro Gilmar Mendes, também do STF.

Ambos tiveram origem nas denúncias que o ex-vereador Eduardo Nascimento protocolou em diversos órgãos, entre eles a Superintendência da Polícia Federal de São Paulo e a Procuradoria Geral da República. Um relatório com todas as informações foi encaminhado ao STF, que, de pronto, mandou a Polícia Federal conduzir as investigações.

VALOR PAGO

Segundo reportagem do Hora H, Marcel e Sandra substituíram os antigos donos das empresas, Geraldo Cardoso, Carlos Francisco Cardoso e Renata Baldissera Cardoso. Porém, eles também teriam sido “laranjas” de Vinícius e Camarinha no passado, depois se apossado do jornal e das rádios (o que supostamente teria motivado o fogo criminoso no prédio da CMN em 8/9/2005), e, finalmente, em dezembro de 2011, recebido “R$ 5 milhões, sendo R$ 4,5 milhões em dinheiro vivo” para as empresas retornarem aos verdadeiros donos.

As informações foram publicadas pela Revista Marília Livre, do ex-diretor da CMN, jornalista José Ursílio, em abril de 2012. Na publicação, consta ainda que Marcel e Sandra teriam se tornado “donos da CMN pela bagatela de R$ 80 mil” – indicando aí outro crime: o de lavagem de dinheiro.

Mas não foi só Marcel Certain quem falou que Vinícius e Abelardo Camarinha são os donos verdadeiros (e ocultos) da CMN. Acórdão do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo de 19/8/2009, assinado pelo Presidente e Relator Sérgio Gomes, sobre Apelação Cível com Revisão nº 678.356-5/2-00, em que foi apelante o Ministério Público, cita na página 6 a seguinte manifestação da Procuradoria Geral de Justiça:

“…Com efeito, conforme publicação juntada à f. 2593, o réu José Abelardo Guimarães Camarinha declarou que a empresa CMN – Central Marília Notícias lhe pertencia, à razão de 50%.
Ademais, o diligente Promotor de Justiça Doutor Isauro Pigozzi Filho obteve cópias de processos e documentos (…) dando conta de que José Abelardo teria comprado a Rádio Dirceu de Marília, integrante do Grupo CMN.
Não bastasse isso, o autor popular juntou, com sua petição inicial, procurações da empresa CMN dos anos de 1988 a 2000, em que aparece como procurador, para movimentar contas bancárias e representar a empresa perante repartições públicas, o filho do Prefeito (à época, Camarinha), o então estudante emancipado Vinícius Almeida Camarinha”.

As informações são do programa HORA H

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