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‘São Paulo não deve ter 2ª onda’ de covid-19, afirma Covas

No dia em que anunciou que escolas públicas e particulares da capital paulista não vão receber novas atividades presenciais para manter a política de prevenção ao contágio de covid-19, o prefeito Bruno Covas (PSDB) afirmou ontem, na sabatina do Estadão, que não há nenhum indicativo de que haverá uma segunda onda da doença em São Paulo.

“Apesar do aumento de internações, a cidade mantém estabilização de número de óbitos e de número de casos, o que permite dizer que não há necessidade de retroceder nem ampliar a flexibilização (atual)”, afirmou Covas. Na semana passada, a média diária de novas internações nas redes públicas e privadas foi 18% maior do que na semana anterior, de acordo com informações da Prefeitura.

Segundo o prefeito, as internações subiram porque houve aumento de casos de infecção por covid nas classes A e B e de pessoas fora da capital paulista. Ao mesmo tempo, segundo o prefeito, os leitos emergenciais disponibilizados exclusivamente para a doença caíram de 31 para cada grupo de 100 mil habitantes para 19,5 por 100 mil.

“Em relação aos números da cidade de São Paulo, não há nenhuma indicação de segunda onda na cidade”, afirmou Covas. Questionado sobre o momento em que as medidas de flexibilização foram adotadas e sobre a possibilidade de que isso interfira no calendário eleitoral, Covas disse que não fez nenhuma solicitação nesse sentido. Segundo ele, todas as decisões são tomadas com base em critérios médicos e científicos.

“Enquanto eu for prefeito, não vou fazer (uma medida relacionada à covid-19) porque acho que tem que ser assim ou assado. Vou seguir recomendações da Vigilância Sanitária, que analisa vários dados”, afirmou o prefeito Covas.

Durante a sabatina, o tucano, que tenta a reeleição numa disputa contra Guilherme Boulos (PSOL) defendeu as decisões tomadas até agora por seu governo. Ao citar o momento em que países europeus começaram a discutir a abertura de comércios, por exemplo, afirmou que a capital paulista seguiu critérios mais rígidos.

“A cidade de São Paulo começou a flexibilização (da quarentena) quando tinha 10% da população imunizada. França e Espanha, por exemplo, começaram a flexibilização com essa taxa em 4%, 5%.” Com população de 67,2 milhões de pessoas, a França registrava, até ontem, pouco mais de 2 milhões de casos e 47.127 mortes. Já a Espanha, que tem 47 milhões de moradores, registrava 1,5 milhão de casos e 42 mil mortes. De acordo com a própria Prefeitura, São Paulo totalizava, até anteontem, 387.228 casos confirmados de covid-19, dos quais 14.066 resultaram em óbito.

Covas foi questionado, na sabatina, sobre o fato de divulgar a construção de hospitais que tiveram entrega anunciada na gestão anterior, como o da Capela do Socorro. “O hospital estava fechado e nós reabrimos. Assim como o Guarapiranga, ou o Sorocabano.”

Agência Estado

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