In this Jan. 9, 2018 photo, Councilwoman Marielle Franco smiles for a photo in Cinelandia square, in Rio de Janeiro, Brazil. Franco was slain Wednesday, March 14, while returning from an event focused on empowering young black women. Her death touched a nerve in Latin America's largest nation, where more than 50 percent identify as black or mixed-race yet most politicians are white men. (AP Photo/Ellis Rua)
Em e-mail ao jornal O Estado de S. Paulo, o órgão das Nações Unidas indicou que “continua a monitorar a evolução do caso (de Marielle) e está em contato com autoridades locais e regionais, em linha com nosso mandato”.
Para a ONU, porém, o caso da vereadora é sintoma de um problema mais amplo. “Infelizmente, o caso de Marielle Franco ocorre em um contexto mais amplo caracterizado por uma situação sombria para defensores de direitos humanos no Brasil”, alertou a entidade.
Informes de diferentes entidades, como Anistia Internacional, apontam o Brasil como o local mais perigoso para o trabalho de ativistas.
De acordo com o escritório da ONU, a situação foi alvo de reuniões entre a entidade e o governo brasileiro. “Em vários diálogos com as autoridades nacionais e também publicamente temos levado nossa preocupação sobre a intimidação e violência que defensores de direitos humanos frequentemente sofrem no País, incluindo vários assassinatos”, apontou a entidade, num e-mail assinado pela porta-voz, Ravina Shamdasani.
“Esperamos aumentar a colaboração com as autoridades brasileiras para lidar com esse problema de direitos humanos de forma urgente”, completou.
Nesta terça-feira, 20, ONGs ainda irão levar a situação dos ativistas brasileiros para a plenária da ONU. Entidades nacionais e estrangeiras denunciarão o estado brasileiro diante da morte da vereadora Marielle Franco. O grupo ainda cobrará investigações imparciais e que o programa de proteção a defensores de direitos humanos seja fortalecido.
A denúncia obrigará o governo brasileiro a responder, diante dos demais estados.
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