O Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos Municipais de Marília (Sindimmar) usou as redes sociais da entidade para denunciar a falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os servidores.
A entidade cobra que a Prefeitura organize inspeções, com profissionais de segurança do trabalho, para verificar os itens necessários em cada tipo de atividade laboral, para indicar os equipamentos que seriam adequados.
O presidente do Sindimmar, José Paulino, afirmou ao Marília Notícia que as reclamações têm chegado através de mensagens e redes sociais. Em algumas repartições vistoriadas, segundo ele, as irregularidades foram constatadas.
“No cemitério de Padre Nóbrega, tem servidor trabalhando sem equipamento. Eles fazem covas, abrem para exumação, fazem serviços que exigem proteção e chegou ao absurdo de faltar luvas”, disse.
Na saúde, o sindicalista também aponta problemas relacionados a equipamentos. “A luva cirúrgica, por exemplo, tem que ser trocada a cada duas horas, para evitar infecções. Mas eles (servidores) têm que ficar mais tempo, para economizar”, afirmou.
Em repartições fora da saúde, mas com recomendação de uso de álcool em gel, funcionários estariam levando o produto de casa, para higienizar as mãos e superfícies. “São questões que a Prefeitura tem obrigação de ver. É muito fácil mandar o servidor voltar, sem dar condições de trabalho”, reclamou.
Educação
O sindicato se queixa também de falta de suporte e “pressão psicológica” para profissionais da educação manterem produtividade de alunos, usando fermentas digitais. Paulino diz que o ensino já é desafiador na forma presencial e que muitos educadores não estão recebendo assistência para o ensino à distância.
“Temos relatos de professores que estão adoecendo, por causa da pressão que sofrem para fazer essas aulas online. As crianças têm dificuldades, muitos pais não conseguem acompanhar, tem criança sem acesso, sem interesse e os professores são cobrados”, disse.
O presidente do Sindicato afirmou ter procurado o Serviço de Saúde do Trabalhador da Prefeitura, órgão da Secretaria Municipal da Administração que oferece suporte aos servidores, para questões relativas a saúde e segurança.
“Os servidores de lá não estão tendo condições nem de fazer inspeções. Estão sem carro para se locomover, ir até as repartições. É um descaso total”, denunciou.
Paulino diz ainda que respondeu a um ofício da Defensoria Pública, sobre as ações da Prefeitura de Marília em relação à segurança dos servidores. O MN não conseguiu retorno do órgão, até o fechamento desta reportagem, sobre a apuração que estaria em andamento.
A Prefeitura de Marília, por meio da assessoria de imprensa, afirmou que as queixas do Sindimmar em relação a EPIs “não procedem”.
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