Categories: Marília

Sindicato de Marília vira réu em processo milionário

O Ministério Público do Trabalho (MPT) pediu à Justiça a condenação do Grupo Cocal (Cocal Termoelétrica, Cocal Indústria Canaã e Álcool e Condomínio Agrícola Marcos Fernando Garms e Outro), além de dois sindicatos de trabalhadores, que teriam que pagar R$ 4 milhões por danos morais coletivos.

Segundo o MPT, a companhia é acusada de firmar acordo coletivo que prevê o pagamento de salários por produção, com a fixação de pontuação e metas a serem atingidas. “O problema é que o acordo autoriza descontos ilegais e transfere o risco do negócio ao trabalhador”, diz o MPT.

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Material Plástico, Químico, Farmacêutico e da Fabricação do Álcool de Marília e Região e o Sindicato dos Condutores de Veículos Rodoviários e Anexos de Assis, também são réus no processo. A ação tramita na 2ª Vara do Trabalho de Assis. A primeira audiência do caso está marcada para o dia 15 de julho.

Em nota, o MPT relata que a investigação conduzida pelo procurador Luís Henrique Rafael verificou que o acordo permite o desconto salarial de faltas justificadas (violação do artigo 131 da Consolidação das Leis do Trabalho), como aquelas decorrentes do afastamento por acidentes de trabalho ou problemas de saúde. O documento também autoriza a redução da pontuação em caso de “paralisação de atividades de corte ou moagem decorrente de chuvas ou demais condições climáticas adversas”.

Segundo o procurador, o acordo prevê que o trabalhador receberá maior pontuação se conseguir a redução do consumo dos caminhões e os gastos com pneus e manutenção. Todas as medidas transferem o risco do negócio para o empregado. “A lei trabalhista proíbe que o empregado seja penalizado por problemas externos ao seu desempenho individual”, observa Luís Henrique.

Em caso de condenação, o dano moral coletivo será revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). O procurador diz que na audiência os dirigentes sindicais disseram ter sido “ludibriados” pelas empresas na ocasião da assinatura do acordo coletivo que prevê as “regras” do pagamento salarial por produção.

Eles alegaram que “agiram de boa fé” ao acreditarem que o sistema de pontuação definiria um reajuste anual que poderia chegar até 25%, um “ganho real” de salário com estímulo ao desempenho. “Esse reajuste é fictício por adotar critérios que independem do rendimento individual do trabalhador”, afirma o procurador.

Marília Notícia

Recent Posts

Marília perde o corretor José Pedro Moreira, inspiração para o setor imobiliário

José Pedro faleceu ontem, sexta-feira, dia 30 de janeiro de 2026, e o seu sepultamento…

3 horas ago

Detran de São Paulo tira teste de baliza para exame da CNH e tem novas regras

Complexo de Trânsito em Marília; novas regras facilitam teste para CNH (Foto: Arquivo/Marília Notícia) O…

5 horas ago

Adolescentes investigados pela morte do cão Orelha em SC voltam ao Brasil após viagem

Dois dos quatro adolescentes que espancaram o cachorro comunitário Orelha voltaram ao país na noite desta…

5 horas ago

Clientes denunciam loja de shopping após suspeita de fraude na compra de celulares

A Polícia Civil de Marília investiga suspeita de estelionato e fraude envolvendo a venda de…

6 horas ago

Governo confirma que fevereiro seguirá com bandeira tarifária verde na conta de luz

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira (30) a manutenção da bandeira tarifária…

7 horas ago

Jovem reage com cotovelada em policial, tenta pegar arma, mas acaba detido com droga

Um jovem de 19 anos foi detido e conduzido à Central de Polícia Judiciária (CPJ)…

7 horas ago

This website uses cookies.