Brasil e Mundo

Setembro Amarelo: Metrô de SP terá ‘vagão do acolhimento’

O Movimento Falar Inspira Vida leva à Linha 4-Amarela do metrô de São Paulo uma ação para conscientizar sobre a depressão, considerada a principal causa de incapacidade no mundo e um dos principais transtornos mentais relacionados ao suicídio.

Durante todo o mês, no Setembro Amarelo, o chamado “vagão do acolhimento” estará personalizado com expressões carregadas de julgamentos e que são ditas por pessoas que menosprezam o sofrimento ou não têm informação sobre a doença, prejudicando quem precisa de ajuda especializada.

“Nos relatos que recebemos diariamente no CVV, as pessoas alegam que sofrem com o estigma da depressão, que os indivíduos à sua volta minimizam o sofrimento delas e acham que estão fingindo ou usando a doença como desculpa para não trabalhar, por exemplo. É importante mostrarmos que a depressão é uma doença grave e incapacitante, mas que com ajuda profissional, pode ser tratada”, explica Carlos Correia, voluntário do Centro de Valorização da Vida (CVV).

Vídeos animados também serão transmitidos nos monitores dos trens e estações fazendo um convite à população: “Palavras importam – Informe-se e faça bom uso delas”, com QR code que redirecionará para um guia completo que explica como dialogar de maneira mais empática e acolhedora.

A versão impressa do guia Depressão: quando saber falar e ouvir inspira a vida estará disponível gratuitamente nas 27 estações que compõem as linhas 4-Amarela e 5-Lilás. O material, que também pode ser encontrado para download no site do movimento, traz exemplos práticos sobre como abordar o tema de maneira mais adequada. Além disso, painéis informativos estarão instalados nas estações para reforçar a ação.

“Nossa expectativa é que a sociedade brasileira esteja mais preparada para lidar com a doença, além de mostrar a importância de uma conversa acolhedora e livre de julgamentos. Sabemos que apesar do distanciamento social imposto pela pandemia, grande parte da população precisa continuar se locomovendo pela cidade para exercer suas atividades, então, decidimos levar o Movimento para as estações de metrô porque acreditamos que essas mensagens sobre saúde mental podem ajudar e acolher as pessoas que passarem por lá”, esclarece Fabio Lawson, psiquiatra e Diretor Médico da Janssen.

O especialista reforça, no entanto, que não é para as pessoas saírem de casa para irem ao metrô conferir a ação. “Para aquelas que estão em casa, disponibilizaremos nos próximos dias um vídeo no site do Movimento, onde a população também pode encontrar bastante informação sobre a doença”.

Juliana Alcides, gestora de sustentabilidade da ViaQuatro e ViaMobilidade, destaca a importância de a ação acontecer nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás: “Nesse momento, mais do que nunca precisamos estar atentos à saúde e bem estar de todos os que circulam diariamente pelas nossas linhas. Por isso, são fundamentais iniciativas como o Movimento Falar Inspira Vida, que reforça os cuidados e melhorias na qualidade de vida dos passageiros”.

O Movimento Falar Inspira Vida, liderado pela Janssen, farmacêutica da Johnson & Johnson, marca o Setembro Amarelo e pretende requalificar a conversa sobre a depressão por meio do conhecimento, contribuindo para um ambiente mais favorável a quem precisa de apoio especializado. O projeto conta com a participação de renomadas instituições: Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), Centro de Valorização da Vida (CVV), Departamento de Psiquiatria da UNIFESP, Associação Crônicos do Dia a Dia (CDD), Instituto Vita Alere, Vitalk e revista Veja Saúde.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a depressão afeta cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo (4,4% da população mundial). No Brasil, a prevalência é um pouco maior do que a média: 5,5% ou um total de 11,5 milhões de brasileiros – número que, nas Américas, só é superado pelos Estados Unidos. Ainda de acordo com a OMS, são registrados cerca de 11 mil suicídios todos os anos no país e mais de 800 mil no mundo, sendo que 97% dos casos estão relacionados a transtornos mentais e, em primeiro lugar, à depressão.

Agência Estado

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