A Escola Sesi de Marília iniciou as atividades do projeto Juventudes Antimisoginia, uma iniciativa inovadora do Sesi voltada ao combate à discriminação contra as mulheres e à promoção da equidade de gênero. O programa prevê a realização de palestras, oficinas e atividades interativas desenvolvidas por alunas e alunos, corpo docente e gestão escolar, com o objetivo de estimular a conscientização e promover a transformação social.
Com a participação de 16 meninas e oito meninos, do 9º ano ao 3º ano do Ensino Médio, o projeto busca engajar os estudantes na construção de um ambiente mais igualitário dentro e fora da escola.
A primeira reunião entre alunas e alunos e a gestão escolar teve como objetivo apresentar e debater o conteúdo do projeto, além de traçar metas e coletar insights para a criação de ações internas. O foco dessas iniciativas é promover a transformação social e oferecer apoio às alunas da escola. Outro ponto importante é a participação dos meninos no comitê, permitindo que atuem como referências para outros colegas e contribuam ativamente nas ações.
“O projeto Antimisoginia do Sesi São Paulo é muito importante, porque viemos de uma estrutura onde o homem sempre foi colocado acima da mulher. Essa iniciativa mostra que é possível ter equidade entre os gêneros e nos envolve diretamente nesse processo. No dia a dia da escola, muitas vezes, ouvimos mais os problemas individuais das nossas amigas, então, ao participarmos, sentimos que fazemos parte dessa mudança e que podemos agir contra essa desigualdade”, destacou Anna Luisa de Lima Oliveira, aluna do Sesi Marília.
LANÇAMENTO
O lançamento oficial do programa ocorreu no dia 11 de março, em São Paulo, reunindo alunas e professoras de todas as unidades escolares do Sesi, incluindo as Escolas Sesi da região: Marília, Garça, Assis, Santa Cruz do Rio Pardo, Paraguaçu Paulista e Ourinhos.
O evento contou com a presença de importantes autoridades da instituição e convidados especiais, como Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp, Sesi e Senai; Alexandre Pflug, superintendente do Sesi; Marta Lívia Suplicy, presidente do Conselho Superior Feminino da Fiesp; e Débora Viana, gerente executiva de cultura do Sesi.
A professora da Escola Sesi Marília, Ana Carolina Gomes, que participou do lançamento do projeto em São Paulo e é líder do comitê na escola, também ressaltou a relevância da iniciativa.
“É fundamental que o Sesi nos proporcione essa abertura para tratar de um problema social tão urgente. Dessa forma, conseguimos levar essa discussão para a nossa comunidade escolar e plantar sementes antimisoginia na sociedade.”
IMPACTO
O programa Juventudes Antimisoginia envolverá mais de 3.000 estudantes de todas as escolas da rede Sesi, promovendo um impacto significativo na construção de um futuro mais justo e igualitário.
“As unidades estão entusiasmadas com o programa e comprometidas em garantir sua execução. Gestores, professores e estudantes estão mobilizados para que essa iniciativa gere resultados concretos”, afirmou Leticia Luz Azevedo Cruz, especialista em psicologia educacional.
Com essa ação, o Sesi Marília reafirma seu compromisso na formação de cidadãos conscientes e engajados, promovendo uma cultura de respeito e equidade dentro e fora da escola.
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