Marília

Servidores municipais preparam greve a partir do dia 12

Protesto na última sessão da Câmara (Foto: Divulgação)

Após a votação e aprovação da reforma da Previdência de Marília, na última quarta-feira (3), na Câmara Municipal, servidores da Prefeitura estão se mobilizando para uma greve a partir do dia 12 de novembro. As mudanças foram sancionadas nesta quinta-feira (4).

Na avaliação do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos Municipais de Marília (Sindimmar), “a aprovação da reforma foi marcada por muita truculência, pela falta de democracia e intolerância do presidente do Legislativo, vereador Marcos Santana Rezende (PSD)”.

Em nota, a presidenta Vanilda Gonçalves de Lima afirma que “a data foi histórica, pela mobilização dos servidores e pelos atos de desrespeito aos trabalhadores por parte do Executivo e do Legislativo”.

“O que vimos na noite de quarta-feira foi lamentável e demonstrou o quanto esse governo é autoritário. Foi uma votação antidemocrática, sem ética e sem respeito para com os trabalhadores. Onde já se viu chamar a Polícia Militar para impedir os servidores municipais de se manifestarem?”, questiona Vanilda.

Conforme a presidente, os problemas começaram já no início da sessão, quando grande número de comissionados ocupou a galeria, o que teria impedido o acesso dos trabalhadores.

“Não tinha motivo para os comissionados estarem lá. Eles nunca participam das sessões e foram até a Câmara apenas para impedir a gente de entrar”, denuncia a sindicalista.

GREVE

Vanilda explica ainda que o sindicato está mobilizando todas as categorias para a greve prevista para acontecer no dia 12 de novembro. “Eles mexeram em um vespeiro e agora vamos iniciar a nossa ofensiva, para protestar contra essa forma violenta com que retiraram os nossos direitos”, explica.

A presidente aponta ainda que o Sindimmar deve emitir uma moção de apoio para uma ação judicial, com o objetivo de pedir a anulação da sessão da Câmara.

“A diretoria do sindicato faz questão de destacar os nomes dos nove vereadores que votaram contra o serviço público municipal. São eles: Elio Ajeka e Rogerinho, (ambos do PP); Marcos Rezende (PSD); Júnior Moraes e Professora Daniela (ambos do PL); Luiz Eduardo Nardi (Podemos); Marcos Custódio (Podemos); Vânia Ramos (Republicanos) e Evandro Galete (PSDB).”

O Marília Notícia questionou o chefe do Poder Legislativo e a assessoria do prefeito Daniel Alonso (PSDB) sobre os apontamentos feitos pelo Sindimmar, mas não teve retorno até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

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Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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