(Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)
A sequência de furtos registrada durante o período de férias escolares levou à suspensão das aulas na Escola Estadual Abel Augusto Fragata, localizada no bairro Senador Salgado Filho, zona oeste de Marília.
Em comunicado enviado aos pais e responsáveis, a direção informou que as atividades previstas para a próxima segunda-feira foram suspensas após um novo crime registrado na madrugada desta quinta-feira (28).
Durante o recesso, a unidade foi alvo de criminosos ao menos nove vezes, a última na madrugada desta sexta-feira (29). A situação tem gerado medo, insegurança e apreensão entre pais e responsáveis às vésperas do início do ano letivo.
Aulas suspensas após novo furto
No comunicado encaminhado às famílias, a equipe gestora informou que, após reuniões com o Núcleo de Organização Municipal (Nom), a Diretoria de Ensino e a supervisão escolar, foi decidido pela suspensão das aulas em razão do novo furto e da impossibilidade de restabelecer imediatamente a estrutura elétrica da unidade.
Segundo a escola, a empresa já contratada para realizar os reparos só terá disponibilidade para executar o serviço na próxima semana. Até lá, a unidade informou que seguirá os protocolos permitidos pelo Estado, enquanto a Dirigente Regional de Ensino de Marília acionou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc), em busca de orientações e alternativas.
No documento, a direção também manifestou sentimentos de “tristeza, fracasso e impotência” diante do cenário, pediu desculpas às famílias e afirmou que todas as aulas suspensas serão repostas posteriormente.
Dois furtos em menos de 24 horas
Somente no dia 21 de janeiro, a escola foi alvo de dois furtos em um intervalo inferior a 24 horas. O primeiro ocorreu durante a madrugada, quando criminosos invadiram o prédio e causaram diversos danos estruturais. Portas, cadeados e um armário da biblioteca foram arrombados, além do furto de torneiras e dois aparelhos de som de pequeno porte.
Na noite do mesmo dia, por volta das 23h45, o sistema de alarme da escola foi novamente acionado. A diretora da unidade entrou em contato com o 190, e equipes da Polícia Militar se deslocaram até o local, realizando um cerco no entorno do prédio.
Durante a ação, um dos envolvidos conseguiu fugir, mas o outro foi localizado e detido ainda dentro da escola. Com ele, os policiais encontraram cerca de 20 metros de fiação elétrica com tomada de extensão, que já estavam separados para subtração.
Fragilidades estruturais aumentam vulnerabilidade
Apesar de contar com câmeras de monitoramento, a escola apresenta fragilidades estruturais que facilitam a ação criminosa. O muro é baixo e de fácil acesso, e a ausência de concertinas ou outros dispositivos de segurança ao longo da estrutura acaba funcionando, segundo relatos da comunidade escolar, como um “convite” para novas invasões.
Além disso, quem passa pelo local percebe uma grande quantidade de areia em frente à unidade, indicando a realização de obras de reforma, o que pode ter aumentado a vulnerabilidade do espaço.
Pais relatam medo e incerteza
Pais de alunos relatam apreensão com a situação. Uma mãe, que recentemente transferiu o filho da rede particular para a escola estadual, afirmou ter saído “aterrorizada” após conhecer a realidade da unidade. Segundo ela, a própria direção informou sobre as várias invasões ocorridas apenas durante o período de férias, com furtos frequentes de fios elétricos.
“Tiramos nosso filho de uma escola particular para colocar na pública e já estamos arrependidos. A diretora da escola colocou a situação real para todos os pais dos alunos. A escola ainda não recebeu a alimentação dos alunos, pois nem tinham como armazenar, sem energia no local. Os funcionários estão trabalhando de casa”, contou o pai, que não quis ser identificado.
Sob anonimato, uma mãe de outro aluno também pediu atenção das autoridades para os furtos registrados na escola. Segundo ela, apesar dos boletins de ocorrência registrados, há sensação de abandono.
“Da última vez, furtaram o medidor de energia e os funcionários estão trabalhando às escuras. Não há apoio também da Diretoria de Ensino”, afirmou.
Em nota oficial, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Marília informou que adotou as medidas cabíveis diante dos furtos, com o registro de boletins de ocorrência e a solicitação de reforço no patrulhamento policial no entorno da escola.
A URE também informou que concertinas já foram instaladas em pontos da estrutura para prevenir o furto de fiações, além da realização de reparos elétricos para normalizar o fornecimento de energia, com previsão de conclusão até esta sexta-feira (30).
Ainda segundo a nota, as providências não comprometem os processos de matrícula e rematrícula. A URE Marília afirmou permanecer à disposição para prestar esclarecimentos à comunidade escolar.
A Polícia Militar também foi questionada sobre o policiamento no local, mas não houve retorno até a publicação desta matéria. Caso haja posicionamento, o texto será atualizado.
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