Política

Senado libera candidatura para políticos com contas rejeitadas

O Senado aprovou um projeto liberando a candidatura de políticos que tiveram as contas rejeitadas na administração pública e foram punidos apenas com multa. Se a mudança for sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, a proibição valerá apenas para casos mais graves, como quando há desvios de recursos públicos.

“O projeto termina separando o joio do trigo”, disse o relator da proposta, Marcelo Castro (MDB-PI). De acordo com ele, ficarão livres da inelegibilidade por oito anos aqueles gestores, como prefeitos, que tiveram as contas rejeitadas apenas por atos formais, por exemplo, a falta de um documento relacionado a uma despesa, sem prejuízo ao erário público.

A proposta foi aprovada anteriormente pela Câmara, ou seja, depende agora do aval de Bolsonaro. Quando a rejeição das contas envolve atos de desvios, enriquecimento ilícito ou dano aos cofres públicos, o político continuará sem poder se candidatar. “Não podemos condenar à morte política, porque são oito anos de inelegibilidade, todos nós sabemos como é dura a vida de um político, simplesmente porque houve um erro formal”, disse Marcelo Castro.

Atualmente, a Lei da Ficha Limpa determina inelegibilidade para políticos os que tiverem suas contas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa e por decisão irrecorrível. O projeto aprovado pelos congressistas deixa claro que a pena dada não se aplica a quem “tenha tido suas contas julgadas irregulares, sem imputação de débito, e sancionados exclusivamente com o pagamento de multa ”

Apesar de a mudança blindar apenas políticos que sofreram sanções mais leves dos tribunais de contas e dos legislativos, o projeto foi alvo de críticas por alterar a Lei da Ficha Limpa, aprovada após uma iniciativa popular.

Uma das condições criticadas foi a possibilidade de a mudança na lei liberar a candidatura de quem omite a prestação de contas. Os senadores rejeitaram uma emenda que tentava deixar isso mais claro. “Precisamos encontrar uma saída que possa proteger os políticos de boa-fé, mas que não deixe lastro para aquelas de má-fé se aproveitarem dessas brechas”, afirmou a senadora Soraya Thronicke (PSL-MS).

Amanda Brandão

Recent Posts

Menino de dois anos desaparece em fazenda de Ocauçu

Bombeiros realizam buscas por garoto de dois anos em Ocauçu (Foto: Divulgação/Redes Sociais) Uma força-tarefa…

3 horas ago

Bombeiros fazem buscas no Jardim Marajó, mas não encontram homem desaparecido

Bombeiros fizeram buscas na tarde deste domingo em Marília (Foto: Reprodução/Drone Marília) O Corpo de…

4 horas ago

MAC perde para o Linense em Lins e deixa liderança do grupo da Copa Paulista

Disputa de bola entre jogadores do MAC e do Linense pela Copa Paulista (Foto: Matheus…

13 horas ago

Emplacamentos de veículos novos crescem 13,24% em Marília no semestre

Alta foi puxada principalmente por motocicletas, utilitários e caminhões-tratores.

16 horas ago

A velocidade responde à urgência. O planejamento constrói o futuro

Muitas das ocorrências que chegam ao conhecimento da população são apenas a parte visível (Foto:…

16 horas ago

Retomada dos trens pode mudar dinâmica da mobilidade urbana

Reforma e reativação de ferrovia em Marília pela Rumo atende a obrigação contratual (Foto: Rodrigo…

16 horas ago

This website uses cookies.