Política

Senado aprova criação da Política Nacional do Câncer

O Senado aprovou um projeto de lei que cria a Política Nacional do Câncer. Originalmente chamado de Estatuto da Pessoa com Câncer, o texto estabelece princípios e diretrizes para atuação dos gestores públicos e reconhece os direitos dos pacientes. A matéria foi aprovada por votação simbólica e retorna agora para a Câmara dos Deputados.

O texto do relator, Carlos Viana (PSD-MG), cria um marco para que serve como base e referência para a atuação do Estado no enfrentamento da doença. “O Estatuto estabelece como princípio o acesso universal equânime ao tratamento, o estímulo à prevenção, o fomento à formação e à especialização dos profissionais, a ampliação da rede de atendimento, a humanização, fundamental na atenção ao paciente e à sua família”, disse o senador Eduardo Braga (MDB-AM).

“É imperativo que tenhamos um quadro normativo que ofereça a segurança e a estabilidade jurídica que o paciente de câncer precisa para que tenha o atendimento de suas necessidades garantido. A luta contra a doença em si é angustiante e desgastante, inclusive falo por experiência própria”, acrescentou o líder do MDB no Senado.

Entre as emendas que foram acatadas estão a que garante acesso aos medicamentos mais efetivos aos pacientes e a diminuição das desigualdades em relação ao tratamento ofertado no sistema público; a que dá prioridade ao atendimento domiciliar dos pacientes; a que estabelece direito à educação ao paciente em âmbito hospitalar e domiciliar; e a que estabelece que o tratamento deve se orientar pela prevenção de agravamentos e pela manutenção do bem-estar físico e social do paciente.

Os senadores aproveitaram a votação para defender a derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro à lei aprovada o Congresso, que obrigava os planos de saúde a custear medicamentos orais para pacientes com câncer. Manifestaram-se a favor da derrubada do veto os senadores Reguffe (Podemos-DF), Izalci Lucas (PSDB-DF) e Esperidião Amin (PP-SC).

A proposta enfrenta resistência de operadoras de saúde. Por outro lado, é defendida por entidades médicas, que veem mais conforto e opções para quem estivesse em tratamento.

Hoje, existem 59 quimioterapias orais cobertas pelos planos de saúde. O projeto vetado abria espaço para a oferta de pelo menos outros 23 remédios de quimioterapia oral a pacientes de convênios médicos. Pela proposta, as operadoras deveriam oferecer todos os tratamentos desse tipo que já tivessem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Agência Estado

Recent Posts

Homem é encontrado morto próximo à pista de skate em Marília

Local fica atrás da pista de skate e prédios em revitalização (Foto: Divulgação/Google Street View)…

5 horas ago

Família de jovem morto em rodeio reage com indignação ao adiamento do júri

Moroni Siqueira Rosa atirou na vítima quando ela estava de costas (Foto: Reprodução) Adiado às…

5 horas ago

Crimes sexuais disparam e homicídios dobram em Marília no início de 2026

Dados da SSP indicam agravamento em crimes mais graves (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia) Dados divulgados…

5 horas ago

Secretaria da Saúde de São Paulo amplia público-alvo da vacinação contra a dengue

A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo ampliou, nesta segunda-feira (4), o público-alvo da…

7 horas ago

Fundação Fiocruz oferece curso gratuito sobre bets e saúde mental

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília, em parceria com o Ministério da Saúde, quer qualificar profissionais…

7 horas ago

This website uses cookies.