Marília

Secretário vê ‘birra política’ por Doria manter Marília na fase laranja

Região de Marília ficou estacionada e Registro (Vale do Ribeira) retrocedeu à fase vermelha (Divulgação/Governo de SP)

O Governo do Estado de São Paulo anunciou nesta sexta-feira (31) que manterá por mais uma semana a região de Marília na “fase 2 – laranja” do Plano São Paulo. Foi a nona atualização do plano, que manteve todas as regiões estacionadas, com exceção do Vale do Ribeira, que retrocedeu à “fase 1 – vermelha”.

A exposição dos indicadores teve resposta enfática do secretário municipal da Saúde de Marília, Cassio Luiz Pinto, que declarou em uma rede social ver “clara birra política” na decisão governamental.

É importante esclarecer que, pelas regras do Plano São Paulo, nesta sexta não haveria possibilidade de nenhuma região progredir nas fases de reabertura. Em caso de indicadores desfavoráveis, poderia haver somente retrocesso, e não evolução.

O secretário da Saúde mariliense publicou uma tabela, extraída da explanação da equipe do governador João Dória (PSDB), mesmo partido do prefeito Daniel Alonso, para questionar a metodologia da estratégia estadual.

“Alguém pode me explicar como ficamos na fase laranja se temos quatro indicadores na fase verde e um na amarela? Prova inequívoca que de científico tem muito pouco neste plano, prevalece ao que tudo indica uma clara birra política”, exclamou Cássio.

Ele destaca ainda que vê, nos indicadores, que Marília tem obtido êxito no controle da pandemia. “Fizemos nossa parte, fizemos a lição de casa! Parabéns a todos profissionais da saúde, pública e privada! A classificação deste quadro não representa nada todo esforço destes quase 100 dias de trabalho! Nota zero para o governador de SP!”, desabafou.

Marília enquadrada

Conforme mostrou o Marília Notícia, o Ministério Público já se manifestou pela execução da sentença que obrigou a Prefeitura local a seguir o Plano São Paulo de flexibilização.

Em caso de descumprimento o município pode ser multado em R$ 100 mil por dia e será obrigado a enquadrar o funcionamento das atividades econômicas às regas do plano.

Caso a Justiça concorde com o Ministério Público de que a cidade deva cumprir, de forma integral, com o plano do Governo do Estado, a Prefeitura terá que determinar o fechamento de academias, salões de beleza, clubes esportivos, além de impedir o atendimento presencial em bares e restaurantes.

Academias podem ser obrigadas a fechar com o cumprimento integral do Plano SP (Foto: Leonardo Moreno/Marília Notícia)

Carlos Rodrigues

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