Marília e região

Saúde tira de serviço ambulância que abriu porta com paciente

Ambulância abriu porta traseira enquanto transportava idosa (Foto: Reprodução)

Ainda circula pelas redes sociais o vídeo de uma ambulância abrindo a porta traseira enquanto transportava uma paciente idosa na avenida Cascata, na zona leste de Marília. O caso foi registrado na manhã desta segunda-feira (17).

A ambulância, por sua vez, já foi retirada de serviço, segundo informou a secretária municipal da Saúde, Paloma Libanio. “Esse veículo não será mais utilizado para o transporte de pacientes, assim como qualquer outro que esteja nas mesmas condições”, disse.

Paloma afirmou que a pasta assumiu uma frota sucateada da administração anterior. “O prefeito Vinicius Camarinha (PSDB) já determinou que comprássemos novos veículos mas, mediante esse vídeo, estamos interrompendo qualquer transporte que coloque em risco a vida das pessoas.”

No fim de janeiro, a administração municipal alugou ambulâncias para o transporte de passageiros que precisam passar por tratamentos médicos em outros municípios ao custo de R$ 434,4 mil por 12 meses.

Questionada sobre o estado de conservação da frota municipal pelo Marília Notícia, a Prefeitura de Marília informou, em nota, estar “sendo feito um estudo amplo, com a participação ativa de cada pasta, com a finalidade de traçar o panorama atual.”

CASO REINCIDENTE

O vídeo da ambulância com as portas abertas em trânsito foi gravado pela vendedora Graciane Frasseto Ferreira, 43 anos. Ela acompanhava a mãe, Sueli Frasseto, 64, para a primeira das três sessões semanais de hemodiálise.

“A porta abriu três vezes. A gente avisava, o motorista parava e fechava. O susto foi grande”, conta Graciane. “Toda vez a gente reclamava e ninguém fazia nada. Desta, resolvi gravar para o Facebook e postei”, comenta.

No vídeo, a vendedora cobra Vinicius. “Cadê a manutenção das ambulâncias, seu prefeito?”. Ela disse não ter recebido nenhum contato da administração municipal após postar o vídeo. “Imagina, até agora ninguém.”

A vendedora diz depender das ambulâncias municipais há quatro anos para levar a mãe à hemodiálise. Neste tempo, relata que as portas já teriam aberto outras três vezes. “Em janeiro, tivemos que empurrar a ambulância com minha mãe dentro para pegar no tranco”, contou.

Apesar de tantos incidentes, Graciane diz não ter como transportar a mãe senão por ambulâncias do serviço público municipal. “De Uber não dá, porque ela precisa ir deitada porque tem hérnia de disco. O jeito é pedir a Deus para que nada aconteça.”

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Rodrigo Viudes

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