Marília

Saúde responde críticas por baixo número de testes

Alessandra Arrigoni, supervisora da Vigilância Epidemiológica (Imagem: Reprodução)

O secretário de Saúde de Marília, Cássio Luiz Pinto, e a supervisora da Vigilância Epidemiológica, Alessandra Arrigoni, responderam nesta sexta-feira (29) às críticas sobre o baixo índice de testagem de Covid-19 na população.

Eles se manifestaram durante audiência pública virtual, promovida pela Câmara, para prestação de contas do primeiro quadrimestre da Saúde.

Segundo Alessandra, já foram feitos mais de 1.067 exames  do novo coronavírus na cidade – o que representa 0,44% da população mariliense, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 238.882 habitantes conforme os dados mais recentes, de 2019.

O vereador Danilo da Saúde (PSB), que foi secretário da Saúde na gestão Vinicius Camarinha (PSB), questionou por qual motivo os profissionais da linha de frente de combate ao novo coronavírus não estão sendo testados.

O parlamentar também solicitou detalhes sobre a quantidade de testes comprada pelo município e o custo unitário.

Alessandra afirmou que foram comprados 4,5 mil testes PCR por R$ 270 cada, 6 mil testes rápidos ao preço unitário de R$ 150 e ainda 4 mil testes para H1N1 no valor de R$ 70 cada. Os testes comprados para Covid-19 são capazes de verificar 4,39% da população.

Presidente da Câmara, Marcos Rezende, e secretário da Saúde, Cássio Pinto, em audiência pública (Foto: Divulgação)

“Há aproximadamente 20 dias nós começamos a receber os testes rápidos do Ministério da Saúde também. Recebemos dois lotes que começaram a ser entregues para as equipes de saúde, tanto a hospitalar, como também as unidades de saúde para pacientes sintomáticos respiratórios”, comentou a supervisora.

Ela também disse que parte dos servidores da Saúde já foram testados, principalmente aqueles que tiveram contato com casos positivos, mas não deu números. No últimos dias, como mostrou o Marília Notícia, também começou a aumentar a quantidade de casos confirmados da doença entre profissionais da área.

“Não existe protocolo [sobre testagem de trabalhadores da linha de frente] em lugar nenhum. Nós estamos tentando criar um protocolo porque precisamos definir um tempo certo de testagem”, comentou Alessandra.

Ela argumentou que não existe disponibilidade de testes para toda a população, nem para todos os servidores.

“As pessoas precisam ter sintoma para serem testadas, se não, acabamos tendo muitos falsos negativos, que podem ser os vetores na cidade”, comentou a chefe da Vigilância Epidemiológica.

Ela também disse que Marília foi um dos últimos municípios a comprar os exames, “porque queria testes de qualidade”.

O secretário Cássio afirmou que foram contratados R$ 2,2 milhões em testes, mas eles não foram adquiridos para uma “testagem em massa, mas sim os pacientes sintomáticos nas unidades referenciadas”.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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