Marília

Saúde registra primeiro caso de leishmaniose visceral de 2022

O boletim divulgado semanalmente pela Vigilância Epidemiológica aponta que a cidade registrou nesta última semana o primeiro caso de leishmaniose visceral de 2022. A vítima é um homem de 21 anos, morador do bairro Alto Cafezal. Ele passa bem.

Segundo a Prefeitura, o município é endêmico e realiza ações contínuas de combate à leishmaniose. Porém, em razão do caso registrado, foram realizadas “ações de controle animal e busca de febre.”

Em comparação com o mesmo período do ano passado, houve uma queda de 50% no número de casos da doença. Até o início de novembro de 2021, foram registrados dois casos. Em todo o ano, foram contabilizados três.

Em agosto deste ano, o Marília Notícia informou que havia sido registrado o primeiro caso de leishmaniose tegumentar. Até então, o último caso da doença na cidade havia sido notificado em 2020.

A diferença entre os dois tipos da doença é que a leishmaniose tegumentar (ou cutânea) ataca a pele e as mucosas, enquanto a visceral atinge órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea.

De modo geral, a leishmaniose não é contagiosa e é transmitida ao ser humano pela picada de uma espécie de mosca infectada. O que vai determinar o tipo de infecção e o parasita. Se não tratada adequadamente, pode causar consequências graves.

SINTOMAS

Leishmaniose visceral – febre irregular, prolongada; anemia; indisposição; palidez da pele e ou das mucosas; falta de apetite; perda de peso; inchaço do abdômen devido ao aumento do fígado e do baço.

Leishmaniose tegumentar – duas a três semanas após a picada pelo inseto, aparece uma pequena pápula (elevação da pele) avermelhada que vai aumentando de tamanho até formar uma ferida recoberta por crosta ou secreção purulenta. A doença também pode se manifestar como lesões inflamatórias nas mucosas do nariz ou da boca.

COMO PREVENIR

  • evitar construir casas e acampamentos em áreas muito próximas à mata;
  • fazer dedetização, quando indicada pelas autoridades de saúde;
  • evitar banhos de rio ou de igarapé, localizado perto da mata;
  • utilizar repelentes na pele, quando estiver em matas de áreas onde há a doença;
  • usar mosquiteiros para dormir;
  • usar telas protetoras em janelas e portas.
Michele Correia

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