A Secretaria Municipal da Saúde realizou nesta sexta-feira (19) importantes palestras sobre a Campanha Maio Roxo, que tem o objetivo de chamar atenção para a importância do diagnóstico precoce de doenças inflamatórias intestinais.
As palestras aconteceram no auditório da Secretaria Municipal da Saúde e foram ministradas pelo médico gastroenterologista Rodrigo Galhardi Gasparini, coordenador regional da Organização Brasileira de Doença de Crohn e Colite (Gediib).
Estiveram presentes também na organização do evento a enfermeira encarregada da saúde do adulto, Fabiana Fernandes; a enfermeira responsável pelo setor de Feridas e Estomias, Helen Kendely Voltolini; e a médica Dinah Belém, da saúde do adulto. O público-alvo das palestras foi formado por médicos e enfermeiros.
“O Maio Roxo tem o objetivo de conscientizar a todos da importância de fazer um diagnóstico precoce de doenças de Crohn e retocolite ulcerativa, também conhecidas como Doenças Inflamatórias Intestinais (DIIs). Parabenizo a todos que organizaram o evento e agradeço ao doutor Rodrigo Gasparini pela sua contribuição à campanha, bem como a todos os participantes”, disse o secretário adjunto da Saúde, Osvaldo Ferioli Pereira.
DIA MUNDIAL
Neste mês de ações informativas sobre as DIIs, a data mais importante é o 19 de maio, Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal (World IBD Day).
De acordo com o Gediib, essas doenças são mais prevalentes em adolescentes e adultos jovens, nas regiões Sudeste e Sul do país, chegando a 100 casos para cada 100 mil habitantes no sistema público.
Um estudo que analisou as taxas de incidência e prevalência de DII no Brasil de 2012 a 2020, apontou que a prevalência de DII aumentou de 30,01 por 100 mil habitantes em 2012 para 100,13 por 100 mil habitantes em 2020, correspondendo a uma variação percentual anual média de 14,87%.
De acordo com o Gediib, a colite ulcerativa é uma doença inflamatória do cólon (intestino grosso) e se caracteriza por inflamação da camada mais superficial, enquanto a Doença de Crohn pode afetar qualquer parte do trato gastrointestinal.
Os sintomas costumam ser diarreia, cólica abdominal, às vezes febre e sangramento retal, variando de leve à grave.
Os medicamentos disponíveis atualmente reduzem a inflamação e habitualmente controlam os sintomas, mas não curam a doença e, por isso, a importância do diagnóstico precoce.
As DIIs são mais frequentes em adolescentes e adultos jovens (15 a 40 anos) e a causa costuma estar relacionada a fatores diversos, como “genéticos, imunológicos, ambientais, alimentares e alteração da flora intestinal”, segundo o Gediib, e quando não são diagnosticadas precocemente, a falta de tratamento pode levar essas doenças a progredirem para perda de mobilidade e desenvolvimento de deficiências com a falta de tratamento.
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