Marília

Saúde mantém alerta para dengue em Marília

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde de Marília confirmou, até esta sexta-feira (10), total de 32 casos de dengue ao longo do ano. A redução é de 86% em relação ao número do ano passado, porém, mesmo com o controle da transmissão, o alerta do órgão municipal está mantido. A doença febril representa uma ameaça ainda maior para idosos, crianças, gestantes e imunodeprimidos.

Conforme a secretária municipal da Saúde, Kátia Ferraz Santana, o município executa um plano de contingência da doença, com inúmeras ações de controle. As visitas domiciliares e iniciativas de educação em saúde estão sendo realizadas em toda a cidade, por meio dos agentes comunitários de saúde, agentes de controle de endemias e servidores da Divisão de Zoonoses.

Entre outubro e novembro, com o início do período de maior risco de transmissão, o número de casos confirmados em Marília teve aumento de 20 para 32. Em todo o país, o histórico da doença indica tendência de elevação no período entre outubro e abril, época das chuvas.

Do ponto de vista epidemiológico, explica a enfermeira Alessandra Arrigoni Mosquini, supervisora da área, o risco de agravos existe independente do número de casos. Por isso a população deve ajudar a conter a doença eliminando os criadouros, recebendo bem os agentes e multiplicando informação.

Entre os casos notificados está o de um homem de 80 anos, morador no bairro Alto Cafezal (zona oeste), que faleceu no início deste mês após 11 dias de internação hospitalar. O idoso, que tinha comorbidades (doenças primárias já instaladas) também foi acometido por dengue. O resultado foi confirmado pelo Instituto Adolfo Lutz.

“As pessoas imunodeprimidas, os idosos, as crianças e as gestantes fazem parte dos grupos populacionais mais vulneráveis a agravos da dengue. É muito importante que todos estejam em alerta. O fato de, felizmente, não estarmos vivendo uma epidemia não significa que não possam ocorrer alguns casos graves e até óbitos”, ressaltou a supervisora da Vigilância Epidemiológica.

A secretária municipal da Saúde destacou o esforço que está sendo realizado pela administração, inclusive com a realização de duas ações de limpeza da cidade, no mesmo ano (uma em cada semestre) para combater os vetores. O município mantém ainda uma postura colaborativa em relação a outros órgãos, como a Sucen (Superintendência de Controle de Endemias), mantendo diálogo e cooperação técnica permanente.

“Não se combate dengue sozinho, não se combate dengue apenas com recursos financeiros e também não podemos combater sem os investimentos necessários. As ações têm sido assertivas e o cenário que temos hoje mostra isso, porém não podemos esmorecer. A dengue é uma doença que pode ter agravos, é endêmica do nosso país e pode matar. Precisamos da colaboração de todos para combater o Aedes Aegypti e manter a nossa cidade livre também da Zika, Chikungunya e Febre Amarela”, destacou a secretária.

Amanda Brandão

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