Uma capacitação foi promovida nesta semana ao corpo médico e de enfermeiros do município de Marília, com objetivo de intensificar o combate à transmissão vertical da sífilis, ou seja, da mãe ao bebê, preconizada pelo Ministério da Saúde e Organização Mundial da Saúde (OMS). A ação é do setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde.
Marília já foi premiada por atingir altos índices de controle e combate à transmissão vertical do HIV e agora procura estender as ações também contra a sífilis, também conhecida como congênita. No relatório epidemiológico da 47ª semana de 2023, até o final de novembro, o município registrou 243 diagnósticos da sífilis adquirida, sendo 79 gestantes com sífilis e 25 de sífilis congênita (transmissão vertical).
Segundo informações da Prefeitura, para evitar que a doença não seja transmitida ao bebê, uma das principais formas de prevenção é a realização do pré-natal de qualidade e o estabelecimento do tratamento adequado da gestante com acompanhamento clínico e laboratorial.
A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST), de evolução crônica, causada por uma bactéria. A doença é exclusiva do ser humano e é curável. Se não tratada, pode evoluir para formas mais graves ao longo dos anos, podendo comprometer especialmente o sistema nervoso.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a sífilis como um problema de saúde pública mundial, mesmo já existindo diagnóstico e tratamento estabelecidos e de baixo custo. Da detecção ao tratamento, a busca por melhorias tem como objetivo reduzir os índices históricos de transmissão no município.
“É exatamente este trabalho de se evitar ou reduzir essa transmissão vertical da mãe para o filho que a capacitação dos profissionais vem sendo feita. Foi assim que conseguimos reduzir a transmissão vertical de HIV e que agora estamos levando também para os pacientes com sífilis”, disse a enfermeira responsável pela Vigilância Epidemiológica de Marília, Alessandra Arrigoni.
O médico e secretário da Saúde, Dr. Osvaldo Ferioli Pereira, destaca que a capacitação é um investimento de duplo retorno para o município, pois não só amplia a cobertura do cuidado para a população, como garante maior atenção e recursos por parte do Ministério da Saúde e do governo do Estado.
“Quanto mais melhoramos os nossos índices de cuidado e atendimento, mais a população é atendida e com mais recursos o município é beneficiado, pois ao atingirmos as metas de saúde preconizadas somos melhor pontuados para receber ainda mais investimentos”, explicou.
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