Marília

Saúde inicia intensificação da vacinação contra a Febre Amarela

Uma dose imuniza para toda a vida; população deve procurar unidades de saúde para verificar a caderneta de vacina. (Foto: Divulgação)

Começou nesta segunda-feira (10) o período de intensificação da Vacinação Contra a Febre Amarela. O objetivo é conferir as cadernetas de vacina da população e elevar a cobertura vacinal em todo o Estado de São Paulo. A Secretaria Municipal da Saúde de Marília já enviou instruções às unidades.

Desde abril de 2017, uma única dose da vacina contra a Febre Amarela confere imunidade para o resto da vida. Deixou de ser recomendada, portanto, a dose de reforço.

As crianças devem receber a vacina a partir dos nove meses de idade e as pessoas acima de 60 anos (não vacinadas) deverão ser avaliadas, caso apresentem contraindicações à vacina.

A enfermeira Renata Rodrigues Plácido, responsável pelo Programa de Imunização da Secretaria Municipal da Saúde, explica que o Estado de São Paulo não está em campanha. Essa intensificação vai até o dia 12 de julho.
“É importante deixar claro que esta é uma intensificação, não campanha. A vacina está disponível na rede e é oferecida na rotina das unidades. O que estamos fazendo é um esforço adicional para elevar a cobertura”, explicou.

Dados da pasta apontam que pelo menos 128.373 pessoas de Marília têm registro da vacina, o que representa um índice de cobertura de 58,3% da população. Outras 90 mil podem estar desprotegidas contra a Febre Amarela.

A DOENÇA

A febre amarela é uma doença infecciosa grave (febril aguda), causada por um vírus transmitido por mosquitos. Existem dois ciclos de transmissão: silvestre, quando há transmissão em área rural ou de floresta, e urbano.

O vírus é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados e não há transmissão direta de pessoa a pessoa. O mosquito Aedes aegypti pode transmitir a doença, por isso a importância da vacinação como forma de prevenção, sobretudo, ao ciclo urbano.

O Ministério da Saúde esclarece que os macacos não transmitem a doença. Eles são considerados “sentinelas”, uma vez que o acometimento e morte desse tipo de animal pelo vírus indica a circulação do mesmo naquela região.

ALERTA

Conforme o mais recente boletim do Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo, sobre Febre Amarela (junho/2019) a doença reemergiu desde 2016 e avançou em sua área de ocorrência e detecção no Estado de São Paulo. Atualmente, todo o território paulista é considerado área de risco e, portanto, área com recomendação de vacina.

Neste ano foram notificados 545 casos suspeitos de febre amarela em São Paulo, sendo que 66 autóctones (contraídos dentro do Estado) foram confirmados. Entre estas pessoas acometidas, 12 morreram, o que representa uma mortalidade de 18,2%.

Amanda Brandão

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