Marília

Saúde faz campanha para tratar pessoas com tuberculose

Elenir Morro, enfermeira da USF Figueirinha, durante atendimento; unidade é uma das referências na cidade com maior número de coletas (Foto: Divulgação)

Segue até o dia 25 de março, em toda a rede de saúde de Marília, campanha para identificar e oferecer tratamento a pessoas com tuberculose. Embora não esteja entre as doenças mais temidas, esta patologia é grave e pode matar.
Somente em 2018, a Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde confirmou 66 casos. Cinco pessoas morreram na cidade. O diagnóstico pode começar com simples coleta de catarro, disponível nas unidades de saúde.

O acompanhamento dos números mostra que, infelizmente, o paciente é diagnosticado em unidades hospitalares após ter sido internado e não na atenção básica. Desinformação, resistência ou abandono do tratamento complicam ainda mais a situação.

A tosse persistente (há mais de três semanas) é um dos principais sintomas. Por isso, o Ministério da Saúde preconiza a realização da Campanha de Intensificação de Busca Ativa de Sintomáticos Respiratórios. Marília realiza a ação duas vezes por ano.

A enfermeira Alessandra Arrigoni Mosquini, supervisora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde, lembra que a tuberculose é provocada por um bacilo. Por isso, a principal forma de identificar a doença é a análise da secreção da via respiratória (o popular catarro).

“É um exame rápido, fácil de ser coletado, com baixo custo para o sistema de saúde e que pode evitar muitas complicações. Basta procurar uma unidade do município. Se a doença for constatada, inicia-se um tratamento de seis meses, que não pode ser interrompido. Dessa forma, a cura é possível. Quanto mais cedo a doença for constatada, melhor”, alerta Alessandra.

ESTIGMAS

Associada a épocas remotas, quando predominavam condições sanitárias precárias, a tuberculose é uma doença estigmatizada pela sociedade e acaba sendo subnotificada. Apesar do preconceito e a relação com fatores socioeconômicos pode acometer pessoas em todas as classes sociais.

“Pode ser facilmente confundida com outras doenças respiratórias ou mesmo ignorada pela pessoa acometida. Há casos em que a doença só é descoberta em fase avançada, ou quando já provocou grave comprometimento respiratório e instalação de outras doenças”, explica a enfermeira.

Em Marília, para ampliar a notificação e o número de pessoas tratadas, a campanha começou no dia 11 e vai até o dia 25. Médicos, profissionais de enfermagem, agentes comunitários de saúde e acadêmicos de graduação e pós-graduação, que atuam em estágios e residência multidisciplinar, estão sendo estimulados a desenvolver buscas ativas.

Amanda Brandão

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