Marília

Saúde descarta morte por leishmaniose em Marília

A Secretaria Municipal de Saúde descartou que a morte de Irene Aparecida dos Santos, no final de março, tenha sido causada pela leishmaniose. A suspeita foi levantada nesta quinta-feira (1) depois que o marido da mulher registrou um boletim de ocorrência sobre o caso.

O ex-marido de Irene procurou a Polícia Civil para denunciar que talvez ela não tivesse recebido o atendimento adequado.

A mulher seria asmática, teria problemas cardíacos e de pressão alta, além de ter passado por tratamento contra câncer de mama cinco anos atrás.

Na noite anterior ao óbito de Irene, seu marido contou que ela reclamou de dores no peito e pediu para ser levada para a UPA da zona Norte.

Irene foi atendida e, segundo o boletim de ocorrência, teria passado a noite na unidade sendo medicada.

Segunto o relato do homem, durante a manhã, após três doses de morfina, um médico teria informado que ela seria transferida para a UTI do Hospital das Clínicas, pois estava com “suspeita de leishmaniose”.

O ex-marido conta que o Samu foi chamado e quando Irene foi colocada dentro da viatura para a transferência, teria sofrido uma parada cardíaca.

“Foram realizados procedimentos para reanimar [a paciente], ainda dentro da viatura, mas logo a mesma foi levada de volta para o interior da UPA, onde depois de 30 minutos deram a notícia do falecimento”, diz o BO.

A certidão de óbito consta que o motivo da morte foi “tamponamento cardíaco, aneurisma dissecante de aorta, hipertrofia miocárdica e hipertensão arterial”.

O ex-marido, porém, acredita que “não foram adotados os procedimentos corretos nos cuidados médicos dispensados à sua companheira Irene”, por isso registrou o caso.

Apesar do pedido de investigação, a Secretaria Municipal de Saúde afirmou que “não foi notificada sobre suspeita de leishmaniose da referida paciente”.

“Informa ainda que o SVO – Serviço de Verificação de Óbito não apontou, após exame necroscópico, a causa citada pela família em boletim de ocorrência”, disse a pasta.

Até agora, de acordo com os dados oficiais, não foi registrado nenhum caso de óbito de pessoas com a doença no município em 2017.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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