O Dia Nacional de Prevenção das Arritmias Cardíacas e Morte Súbita, celebrado em 12 de novembro, tem como objetivo alertar a população sobre os riscos das alterações no ritmo do coração e reforçar a importância do diagnóstico precoce e do atendimento emergencial. Estima-se que entre 300 mil e 320 mil brasileiros sejam afetados anualmente por casos de morte súbita, na maioria das vezes associados a doenças cardíacas não diagnosticadas.
A principal causa é a arritmia cardíaca, quando o coração passa a bater de forma irregular, muito rápido, muito devagar ou de maneira descompassada, comprometendo a circulação do sangue e podendo levar à parada cardíaca. Outras doenças podem estar associadas, como a arterial coronariana, que resulta do acúmulo de placas de gordura nas artérias e responde por cerca de 64% dos casos de morte súbita. Em pessoas mais jovens, também podem estar envolvidas, cardiomiopatias hereditárias, miocardite que é inflamação do músculo cardíaco e distúrbios arrítmicos primários.
Entre os sinais de alerta estão palpitações, tontura, falta de ar, dor no peito, sensação de desmaio e, em casos mais graves, perda súbita de consciência. No entanto, muitas arritmias podem ser silenciosas, o que aumenta o risco de complicações.
De acordo com o médico regulador do Samu de Ourinhos, administrado pelo Grupo Chavantes, Márcio Guerreiro, fatores como estresse, consumo de álcool, tabaco ou drogas, além de desequilíbrios de substâncias como sódio, potássio e cálcio, podem desencadear arritmias. “Essas alterações no ritmo cardíaco nem sempre dão sinais perceptíveis. Em alguns casos, o paciente sente palpitações, tontura ou falta de ar, mas há situações em que a arritmia é silenciosa, e isso torna o quadro ainda mais perigoso”, explica o médico.
Como agir diante de um caso de mal súbito
Em situações de emergência, o tempo é determinante. Se a pessoa apresentar perda de consciência e não estiver respirando, o primeiro passo é ligar imediatamente para o Samu (192). O atendimento começa com o telefonista da central, que coleta informações como nome, endereço e ponto de referência. A chamada é então transferida para o médico regulador, responsável por avaliar os sinais clínicos ainda durante a ligação e orientar quem está prestando socorro sobre as ações iniciais até a chegada da equipe.
Dependendo da gravidade do caso, o médico determina o envio de uma ambulância básica ou avançada. As unidades móveis do Samu são equipadas com desfibriladores, medicamentos e monitores cardíacos, permitindo o início do tratamento ainda no local.
Protocolo do Samu
Ao chegar ao local, a equipe do Samu realiza uma avaliação clínica imediata e, se necessário, utiliza o eletrocardiograma (ECG) para identificar o tipo de arritmia. Nos casos em que há parada cardíaca, pode ser necessária a desfibrilação (choque elétrico) para restabelecer o ritmo normal do coração, além da administração de medicamentos específicos. Durante todo o atendimento, os profissionais mantêm contato com a central de regulação médica, garantindo o suporte e a coordenação das condutas.
“O Samu está preparado para agir rapidamente nesses casos. Cada minuto conta, e a orientação médica na linha 192 pode fazer diferença antes mesmo da chegada da ambulância”, destaca Guerreiro. “Por isso, é essencial que a população saiba reconhecer os sinais e acione o serviço de emergência sem hesitar.”
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