View of the Brazil-Venezuela border, from Pacaraima, Roraima, Brazil, on February 27, 2018. According to local authorities, around one thousand refugees are crossing the Brazilian border each day from Venezuela. With the constant influx of Venezuelan immigrants, most are living in shelters and the streets of Boa Vista and Pacaraima cities, looking for work, medical care and food. Most are legalizing their status to stay and live in Brazil. / AFP PHOTO / Mauro Pimentel / TO GO WITH AFP STORY by Paula RAMÓN
O governador de Roraima, Antonio Denarium (Sem partido), pediu ao ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM), o fechamento imediato da fronteira do Estado com a Venezuela e Guiana. A reunião que tratou do assunto ocorreu na quarta-feira, 12. Procurado, o ministério afirmou em nota que “até o momento, não há nenhuma restrição de trânsito de pessoas para o Brasil”.
Em audiência na Câmara na quarta, 12, Mandetta não citou o pedido e se esquivou de perguntas sobre possível fechamento de fronteira. Ele disse, no entanto, que a divisa com a Venezuela é a “única que realmente dá preocupação”. “A Venezuela não tem sistema de vigilância. Não sei o que acontece lá”, disse Mandetta.
Em 2018, ao negar pedido de Roraima para impedir o acesso ao País pela divisa com a Venezuela, a ministra do Supremo Tribunal Federal Rosa Weber afirmou que o fechamento de fronteira é uma atribuição do presidente da República.
Denarium disse ao Estado/Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o grau de preocupação com a fronteira é “muito grande”. “Em Roraima está entrando de 500 a 700 venezuelanos todos os dias. Se tiver um foco de novo coronavírus na Venezuela, e com essa migração desordenada, pode se tornar uma epidemia. Está sob controle na Região Norte até hoje”, afirmou o governador.
O pedido de Roraima foi feito informalmente. Não há ainda um ofício entregue ao governo federal. “É um trabalho preventivo que estamos pedindo. Em Roraima há mais de 100 mil venezuelanos. Nos abrigos, são 7 mil. Esses venezuelanos estão vivendo em grupos muito próximos um dos outros. Se entrar o coronavírus no Estado, pode se tornar situação muito difícil”, disse Denarium.
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