Marília e região

RIC Ambiental entra na Justiça contra intervenção da Prefeitura

RIC Ambiental diz que intervenção de prefeitura em concessão é ilegal e arbitrária (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)

A concessionária RIC Ambiental entrou com um pedido de mandado de segurança na Vara da Fazenda Pública de Marília para contestar o decreto municipal 14.601, de 25 de fevereiro de 2025, assinado pelo prefeito Vinicius Camarinha (PSDB), que alegou falhas na prestação do serviço e determinou a intervenção da Prefeitura de Marília nos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.

No pedido protocolado na Justiça, na última sexta-feira (7), a empresa argumenta que a intervenção municipal, em suas palavras, é “ilegal e arbitrária”, pois “não seguiu os requisitos previstos na legislação vigente”, como a participação da Agência Municipal de Água e Esgoto (Amae).

A concessionária sustenta que o contrato de concessão, assinado em setembro de 2024, ainda está em fase inicial e foi devidamente aprovado em licitação, com parecer favorável do Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) e do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

Entre as justificativas do decreto, a Prefeitura alegou que a RIC Ambiental cometeu irregularidades como falhas no abastecimento, não pagamento da outorga, ausência de resposta a reclamações na Ouvidoria e reajuste tarifário sem parecer prévio.

Além disso, o governo municipal mencionou 99 denúncias registradas contra a concessionária e apontou riscos à continuidade do serviço público.

A concessionária, por sua vez, afirma que essas alegações “não justificam a intervenção e que as funções da Amae foram esvaziadas pelo decreto”. O secretário de Administração, César Fiala, foi nomeado interventor pela Prefeitura de Marília para gerir a empresa por um período de 180 dias, suspendendo as funções dos diretores da concessionária.

A RIC Ambiental pede na Justiça a anulação do decreto, alegando que a intervenção “foi conduzida de forma unilateral, sem respaldo da agência reguladora e sem um processo administrativo que garantisse o direito ao contraditório”.

A Prefeitura de Marília, por sua vez, em nota ao Marília Notícia, informou que “está exercendo o direito, que lhe cabe, de intervir em empresas públicas, quando há suspeitas de irregularidades e má prestação de serviços públicos.” O serviço segue sob intervenção até decisão da Justiça.

Alcyr Netto

Recent Posts

Mortes por acidentes de trabalho mais que triplicam em Marília no último ano

Acidente com morte em Marília no ano de 2024; em 2025 números aumentaram 250% nas…

12 horas ago

Prefeitura inicia revitalização do estádio Pedro Sola em Marília

Espaço antes tomado pelo mato agora está limpo novamente (Foto: Divulgação) O estádio varzeano Pedro…

12 horas ago

Água: o hábito de cuidar desse recurso essencial começa em casa e gera grande economia

O desperdício, nem sempre está associado a grandes excessos. Muitas vezes, ele surge de situações…

12 horas ago

Reforma da USF Aeroporto garante nova estrutura e mais cuidado, diz Danilo

"É uma alegria enorme ver que a Saúde hoje é tratada como prioridade. A reforma…

12 horas ago

MAC desperdiça pênalti e empata sem gols com o Paulista no Abreuzão

Disputa de bola alta no primeiro tempo da partida (Foto: Matheus Dahsan/Assessoria Imprensa MAC) O…

20 horas ago

Marília perde o corretor José Pedro Moreira, inspiração para o setor imobiliário

José Pedro faleceu ontem, sexta-feira, dia 30 de janeiro de 2026, e o seu sepultamento…

1 dia ago

This website uses cookies.