Economista Eduardo Rino analisa repasses. (Foto: Leonardo Moreno)
Os repasses de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços) do Estado de São Paulo para Marília ficaram praticamente estáveis entre 2015 e 2016.
Na prática, o ideal era que um aumento pelo menos equivalente à inflação de mais de 6% no ano tivesse sido registrado. Isso significa uma capacidade financeira reduzida para a cidade.
Com o cenário de crise econômica em todo o país, em 2016 o município recebeu R$ 87.951.635,30 referentes ao imposto. Em 2015, foram 87.952.328,91. A diferença, para as proporções das contas públicas, é de insignificantes R$ 693,61.
A situação preocupa, já que o ICMS é uma das principais fontes de receitas dos cofres municipais e a expectativa para o mês de janeiro de 2017 não é nada boa.
Informações da Secretaria da Fazenda do Estado prevê um repasse para o primeiro mês do ano de R$ 5.688.795,95 – patamar na ordem do registrado apenas em 2011.
Nos últimos dois anos, por exemplo, em janeiro Marília recebeu mais de R$ 7 milhões provenientes do ICMS. Em comparação com 2016, a diferença é de quase R$ 1,8 milhão.
Análise
De acordo com o economista Eduardo Rino, ouvido pelo Marília Notícia, a pequena diferença entre o ICMS repassado para Marília de 2015 para 2016 reflete a queda de consumo e venda de produtos.
“Mas temos que levar em consideração que houve um aspecto de equilíbrio, que pode ser pelo aumento de empresas instaladas por aqui ou a comercialização de produtos alimentícios com outros estados”, pondera.
Sobre a expectativa de queda na arrecadação do imposto para janeiro, em comparação com os últimos anos, o economista explica que se trata de um reflexo de dezembro do ano passado.
“Não tivemos um dezembro muito rendoso em termos de comercialização de produtos em que incidem o ICMS, que incide sobre a circulação de mercadorias e serviços. Significa quem tivemos uma queda do recolhimento em dezembro”, avalia o especialista.
De acordo com ele, isso não significa necessariamente um mau sinal. “Podemos ter o primeiro semestre de 2017 um pouco abaixo ou similar ao que tivemos no primeiro semestre de 2016. Para o segundo semestre de 2017, existe a expectativa de um início de retomada da economia”.
Ele chama a atenção ainda para a dependência dessa retomada do crescimento em relação a medidas políticas e econômicas macros. O Congresso, por exemplo, precisa aprovar uma série de medidas até lá, segundo Rino.
O economista aponta ainda um sinal de possível instabilidade a incerteza sobre a manutenção de Michel Temer na presidência do País. “Daqui a dois meses o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve votar a questão da chapa Dilma\Temer, então não sabemos como isso vai ficar”, comenta.
Professores contratados por tempo determinado poderão participar da atribuição de aulas em jornada especial na…
Prefeito de Quintana, Fernando Itapuã, em visita ao vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, em Brasília…
Animal resgatado; confiança na equipe de salvamento (Foto: Divulgação/PMSP Bombeiros) Dois cães foram resgatados pelo…
Vítima foi morta dentro de bar na zona sul de Marília (Foto: Alcyr Netto/Marília Notícia)…
Frigobar em acabamento inox; se adapta em qualquer ambiente (Foto: Divulgação/T Service) A T Service,…
Médico Agnaldo José Kawano morreu aos 83 anos (Foto: Redes Sociais) O oftalmologista Agnaldo José…
This website uses cookies.