Marília

Saúde aponta 1275 casos de dengue e 369 suspeitas

Nebulização em bairro da zona Oeste; inseticida elimina apenas mosquitos adultos, quem elimina as larvas são os moradores (Foto: Divulgação/Prefeitura de Marília)

Dados da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal da Saúde de Marília ainda não apontam, com segurança, a redução dos casos de dengue na cidade, semana a semana. Entre os dias 28 de maio e 4 de junho foram confirmados dois casos. Isso por causa do volume de exames aguardados.

No total, o município já registrou 1.275 vítimas da dengue somente este ano. Há ainda 369 suspeitas sob investigação. É o segundo ano consecutivo de epidemia na cidade, após baixa incidência em 2017 e 2018.

Conforme dados do Centro de Vigilância Epidemiológica do Estado de São Paulo, até a 23ª semana epidemiológica de 2019 – calendário definido pela Saúde – o município tinha um total de 2.446 casos. É quase o dobro do total deste início de junho.

Apesar disso, autoridades em Saúde tem reforçado o alerta e fazem ressalva. O número de casos semana a semana são ajustados, já que muitos casos suspeitos são de algumas semanas atrás e ainda há muitas notificações recentes.

Levantamento do Marília Notícia mostrou que, entre 645 municípios de São Paulo, até meados de maio Marília era o 31º com maior número de casos em números absolutos.

Esta semana a Secretaria da Saúde deu início, pela zona Oeste da cidade, à nebulização. O inseticida é pulverizado em ultrabaixo volume (UBV) no efeito conhecido popularmente como fumacê.

Resultados

O protocolo para esse tipo de trabalho, que só é feito em casos excepcionais e foi autorizado esse ano em Marília em função da pandemia do novo coronavírus, prevê que só pode ser feita nebulização em áreas onde já foi feita a busca ativa dos criadouros.

A técnica não pode ser usada se os agentes não tiverem feito buscas e eliminado os criadouros em pelo menos 70% dos imóveis.

Os especialistas consideram ineficaz e inapropriada a nebulização em locais que ainda estão com larvas do mosquito, uma vez que a área será rapidamente “repovoada” de insetos e a intervenção não terá resultados efetivos para a população.

Carlos Rodrigues

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