Polícia

Registros de ‘pancadões’ explodem na região do 9º BPM/I

PM faz operação em baile funk de Marília (Foto: Divulgação/Arquivo)

A quantidade de denúncias sobre bailes conhecidos como “pancadões” registrados pela Polícia Militar na área abrangida por Marília e mais 24 municípios próximos aumentou mais de dez vezes entre 2016 e 2018, de quatro ocorrências para 43.

Trata-se da área de abrangência do 9º Batalhão de Polícia Militar do Interior (BPM/I) e os dados foram tornados públicos via Lei de Acesso à Informação por meio do Projeto Fiquem Sabendo.

Os dados disponibilizados não envolvem o ano atual, mas vão de 2014 até 2018. No primeiro ano da série também foram registradas quatro ocorrências e em 2015 foram apenas duas.

Como dito, em 2016 foram quatro registros e no ano seguinte – 2017 – já houve um aumento expressivo, para nove ocorrências.

Em 2018 a média de pancadões registrados por policiais militares na área de atuação do 9º BPM/I chegou a quase um por semana.

Em Marília já viraram notícias diversos crimes envolvendo pancadões e outras festas. Em setembro, por exemplo, a Força Tática prendeu um jovem armado a caminho de um baile funk onde disse que iria “resolver uma briga”.

No começo do ano  a prisão de outro rapaz por tráfico de drogas no mesmo tipo de evento foi tema de outra matéria do site.

Droga apreendida durante flagrante em baile funk de Marília (Foto: Divulgação/Arquivo)

Estado

Em todo o Estado o crescimento dos chamados à PM por conta de pancadões aumentaram 78% entre 2014 e 2018.

As denúncias saltaram de 29,3 mil para 52,1 mil por ano. É o equivalente a 142 por dia e a maior parte dos casos se concentram na capital e Grande São Paulo.

O assunto está em voga por conta da intervenção policial que acabou resultando na morte de nove jovens na favela de Paraisópolis em São Paulo recentemente. O protocolo adotado para atuação nesse tipo de operação será revisto, segundo o governador João Doria (PSDB).

Arma que seria utilizada para resolver briga em baile funk (Foto: Divulgação/Arquivo)

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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