Marília

Região de Marília volta para fase laranja do Plano SP

Reclassificação do Plano São Paulo, que vale a partir da próxima segunda, dia 8 de fevereiro (Imagem: Governo de SP)

O Governo do Estado anunciou nesta sexta-feira (5) a reclassificação da região de Marília para a fase laranja do Plano São Paulo, menos restritiva do que a atual faixa vermelha em que só podem funcionar atividades consideradas essenciais.

Marília e municípios próximos foram rebaixados no dia 18 de janeiro em decorrência da alta ocupação de leitos reservados para pacientes com Covid-19.

Nesta quinta-feira (4) a ocupação regional de leitos reduziu para 75,98%. Entre outros fatores, o Estado exige ocupação de 75% para a reclassificação para a fase laranja.

Desde o dia 7 de janeiro a região de Marília não registra uma ocupação tão baixa. Já a situação do município, especificamente, continua delicadíssima, oscilando entre 90% e próximo de 100%.

É importante observar que o número de internados tem continuado estável, o que aumentou nas últimas semanas foi o número de leitos regionais.

Indicadores divulgados nesta sexta; Bauru continua na fase vermelha (Imagem: Governo de SP)

Fase laranja

Na fase laranja podem funcionar presencialmente, com aval estadual, o comércio, shopping centers, restaurantes, salões de beleza e barbearias, academias e atividades culturais.

No município de Marília, no entanto, mesmo com a fase vermelha, no último final de semana a Câmara aprovou duas leis que passaram a considerar tais atividades como essenciais.

Trata-se de um ‘jeitinho’ dado na situação local para aliviar a pressão na situação econômica. O Estado inclusive notificou o Ministério Público contra o que diz ser uma afronta ao Plano São Paulo, mas ainda não há notícias de eventuais procedimentos contra as medidas municipais.

A estratégia da classe política local, diante da pressão empresarial, era justamente ganhar tempo até uma eventual reclassificação regional nesta sexta-feira (5) para uma fase menos restritiva, em que as atividades econômicas estejam liberadas pelo Estado para funcionar – e não somente pelo município.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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