A Região Administrativa (RA) de Marília – formada por 51 municípios – consolidou seu protagonismo no mapa agropecuário de São Paulo em 2024, registrando um Valor da Produção Agrícola (VPA) de R$ 8,9 bilhões.
Grande trunfo foi a produção de amendoim, já que a região foi o principal destaque estadual no cultivo do grão, respondendo por 9% da produção de São Paulo e movimentando expressivos R$ 708 milhões. O estado de São Paulo é responsável por 83% de todo o amendoim cultivado no Brasil.
Os resultados expressivos de Marília e região são parte fundamental do momento de alta ininterrupta vivenciado pelo agronegócio paulista como um todo. De acordo com um estudo da Fundação Seade, o Estado de São Paulo alcançou um VPA total de R$ 118 bilhões em 2024, dobrando os R$ 56 bilhões registrados há cinco anos, em 2019.
Com esse salto, São Paulo é o único dos cinco maiores estados produtores a apresentar altas consecutivas neste período e consolidou a segunda posição no ranking nacional, quase empatando com o líder Mato Grosso, que faturou R$ 121 bilhões.
O montante paulista superou com folga outras potências do campo, como Minas Gerais (R$ 87 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 76 bilhões) e Paraná (R$ 72 bilhões).
Para atingir esses números, o agronegócio do estado se apoiou em sete culturas principais, que juntas correspondem a 88% da arrecadação estadual. Cana-de-açúcar (R$ 56,3 bilhões), laranja (R$ 22,2 bilhões), café (R$ 8,6 bilhões), soja (R$ 7,2 bilhões), milho (R$ 3,7 bilhões), tomate (R$ 2,9 bilhões) e o amendoim (R$ 2,7 bilhões).
Além do amendoim, o estado também liderou o ranking do IBGE em fatias dominantes do mercado brasileiro de laranja (78%), cana-de-açúcar (54%) e tomate (29%).
Geografia da produção
O levantamento também traçou um panorama de como a riqueza agrícola está distribuída no interior de São Paulo, evidenciando as vocações econômicas que complementam os números de Marília.
Cerca de 26% de todo o VPA paulista se concentrou nas regiões de São José do Rio Preto (R$ 15,8 bilhões) e Campinas (R$ 15,1 bilhões), seguidas por Itapeva (R$ 10,3 bilhões).
O amendoim teve liderança absoluta de Marília, injetando R$ 708 milhões na região. A região de Araçatuba foi a principal potência na cana-de-açúcar, concentrando 87% do seu próprio faturamento regional nesta cultura, o equivalente a R$ 6,3 bilhões.
Metade da produção estadual da laranja (R$ 4 bilhões) saiu da região de Sorocaba. A região de Franca dominou o setor de café, respondendo por 42% do VPA do grão (R$ 3,8 bilhões). Itapeva foi o grande celeiro de soja (R$ 2,3 bilhões), tomate (R$ 1,9 bilhão) e milho (R$ 1,1 bilhão) do estado.
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