Marília

Reforma de poliesportivo na zona Leste pode não sair do papel

Única empresa interessada no certame foi inabilitada (Foto: Leonardo Moreno/Arquivo MN)

A única empresa interessada na licitação para reforma do poliesportivo Olício Gadia, localizado na Vila Altaneira, zona Leste de Marília, foi inabilitada após abertura dos envelopes com propostas de orçamento.

A ata de julgamento foi publicada nesta sexta-feira (14) no Diário Oficial do Município e diz que a empresa Melper Obras e Serviços Eireli não apresentou a documentação de acordo com o edital.

Foi marcada a abertura para a regularização da habilitação e apresentação de nova documentação no dia 26 de agosto às 9h. Caso isso não ocorra, a licitação e o início das obras do poliesportivo podem ficar comprometidos.

A empresa não apresentou Certidão de Acervo Técnico (CAT), que comprovasse a execução dos itens forro de PVC e telhas de cerâmica.

Uma nova data para a apresentação dos documentos foi marcada seguindo o artigo 48 da lei federal 8.666/93  que diz, “quando todos os licitantes forem inabilitados ou todas as propostas forem desclassificadas, a administração poderá fixar aos licitantes o prazo de oito dias úteis para a apresentação de nova documentação ou de outras propostas escoimadas das causas referidas neste artigo, facultada, no caso de convite, a redução deste prazo para três dias úteis”.

A previsão total é de R$ 259 mil em investimentos no poliesportivo com repasses de emendas e contrapartidas da Prefeitura.

“A reforma do Poliesportivo Olício Gadia acontece via repasse de emenda impositiva parlamentar – ex-deputado Beto Mansur ( MDB) – no valor de R$ 222.857,14. A contrapartida da Prefeitura de Marília para a reforma do equipamento é de R$ 55.714,28”, informou o município após questionamento do site na época que foi publicada a licitação.

O prazo para conclusão das melhorias após a ordem de serviço é de 180 dias. Estão previstas melhorias na parte de alvenaria, cobertura e forro, pintura, troca de esquadrias, instalação de vidro, pintura, reforma completa do salão comunitário e obras complementares de acessibilidade.

O Marília Notícia denuncia o abandono do prédio público há pelo menos dois anos. O local acabou se tornando ponto de usuários de drogas, moradores de rua e marginais, segundo vizinhos.

A reportagem do MN já encontrou indícios de que pessoas estavam vivendo ali – como um colchão. Os portões foram arrombados e ficavam abertos 24 horas quando a equipe do site esteve no local.

Por lá também existe um campo de grama em desuso e arquibancada prejudicada, uma pista de bocha desativada e outros dispositivos para a prática de esportes e convívio social inviabilizados pelo tempo, falta de manutenção e vandalismo.

Daniela Casale

Recent Posts

MAC vence o lanterna União Suzano no Abreuzão

Lucas Lima marcou mais um na vitória do MAC pela Série A3 (Foto: Matheus Dahsan)…

3 horas ago

MAC recebe lanterna União Suzano e pode garantir vaga para 2ª fase

MAC reencontra União Suzano na noite desta quarta-feira pelo Paulista da A3 (Foto: Divulgação) O…

10 horas ago

Vendas no comércio crescem 0,4% em janeiro e igualam patamar recorde

O volume de vendas no comércio varejista brasileiro cresceu 0,4% na passagem de dezembro para…

11 horas ago

Costelão beneficente arrecada recursos para base do MAC em Marília

Recursos de costelão serão revertidos à manutenção das categorias de base do MAC (Foto: Divulgação)…

11 horas ago

Estado de São Paulo tem primeiro caso de sarampo confirmado em 2026

Um bebê de seis meses, uma menina, é a primeira pessoa a contrair sarampo em…

11 horas ago

CPI do Crime mira braço do PCC na Faria Lima e “A Turma” do Master

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o Crime Organizado no Senado aprovou, nesta…

11 horas ago

This website uses cookies.