Funileiro foi abatido por policial após esfaquear dono da oficina (Foto: Arquivo/Marília Notícia)
A defesa do policial militar Cláudio Monteiro de Moraes, que responde pela morte do funileiro Daniel Luís da Silva de Carvalho, de 29 anos, em frente a uma oficina de Marília, informou à Justiça de Marília que o réu não vai participar da reconstituição.
Conforme noticiou o Marília Notícia, o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) requer que a Polícia Civil reconstitua o crime, que ocorreu em 19 de junho deste ano, em frente ao estabelecimento localizado na avenida Sampaio Vidal, zona Sul de Marília.
A vítima foi baleada por Moraes, que estava de folga, após esfaquear o proprietário da oficina, o também funileiro Vivaldo dos Santos, de 50 anos.
“Não se pode aceitar que o ilustre ator ministerial não se há bastado com tantas e tantas informações e dados minuciosamente amealhados pela polícia judiciária a ponto de desejar a reconstituição do lamentável episódio”, escreve o advogado José Cláudio Bravos, que defende o PM.
O causídico pontua ainda, sob a própria perspectiva, que o inquérito policial inclui elementos de prova e deixou “comprovadamente estabelecido que o investigado fez o que deveria.”
Já a Promotoria entende que ainda restam diligências a serem efetuadas. Além da reconstituição, para melhor “esclarecimento da dinâmica fática”, o MP requer que a esposa de Daniel seja ouvida novamente.
O objetivo é esclarecer o fato de não estarem registradas as ligações recebidas pela vítima – de Vivaldo e do PM – no laudo do exame do celular que passou por perícia. Telefonemas teriam sido feitos pouco antes do crime. Na versão da família, Daniel teria sido atraído até o local.
Também houve solicitação para que a Polícia Civil apresente o laudo pericial feito no aparelho celular de Vivaldo.
Como o réu não é obrigado a participar da reconstituição, o procedimento pode ser realizado mesmo sem a presença de Moraes. Vale lembrar que o policial militar não foi indiciado no relatório de investigação feito pela Polícia Civil.
O PM alega legítima defesa de terceiro. Ele afirma que estava no local para reparo do veículo do irmão, que tinha sofrido um acidente, e acabou presenciando a confusão, sendo necessária a intervenção com tiros para evitar a morte de Vivaldo.
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