Esportes

Rebeca Andrade ganha a mesa de saltos de Tóquio 2020

Rebeca Andrade teve sua rotina de treinamento dessa quarta-feira interrompida por um presente. No Centro de Treinamento do Comitê Olímpico do Brasil, no Rio de Janeiro, a ginasta recebeu a mesa de saltos que utilizou na conquista da medalha de ouro, nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

A ação, que foi viabilizada pelo COB, trouxe diretamente do Japão o aparelho usado pela atleta. “Nós fomos procurados durante os Jogos Olímpicos de Tóquio pelo fornecedor do material do evento sobre a possibilidade de fazer a doação do equipamento de saltos para a Rebeca. Essa ideia chamou nossa atenção e se mostrou bastante interessante como uma forma de homenagear a modalidade e a atleta campeã olímpica”, contou Paulo Wanderley, presidente do COB.

No centro de treinamento, Rebeca não tinha ideia da surpresa e se espantou ao ver uma “grande caixa”, no meio do tablado do solo, que interrompeu seu treino. Ao abri-la, não conseguiu esconder o misto de emoções e felicidade ao descobrir que se tratava de seu “aparelho dourado”.

“Quando vi o presente fiquei muito feliz, porque lembrei de tudo que senti lá em Tóquio. Senti também que as pessoas realmente entenderam a importância disso para mim, para o meu treinador e todas as pessoas que me ajudaram a atingir o meu maior sonho. Me sinto muito orgulhosa de tudo que eu fiz”, comentou Rebeca.

A ginasta também já decidiu onde vai deixar seu presente: no Centro de Treinamento. Para ela, a mesa servirá de inspiração para outras atletas seguirem o seu caminho, além de também ter a satisfação de treinar no aparelho que a levou à glória.

“Acho que as meninas vão amar poder saltar na mesma mesa que várias outras atletas que elas também admiram saltaram. É muito bom saber que eu vou continuar incentivando, fortalecendo e que as próximas gerações vão se sentir orgulhosas de terem tocado na mesma mesa e de treinar no mesmo ginásio que eu. Isso é muito importante”, concluiu a ginasta.

Além de um presente para Rebeca, a vinda da mesa de saltos também marca um retorno. O atual modelo foi projetado pelo brasileiro Sigfried Fisher, em 1993, e utilizado pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de 2016. A relação com o Brasil é tão forte que a mesa foi batizada de “Rio”.

“A questão vai pelo lado do simbolismo de que o atleta brasileiro pode. Se o atleta trabalhar duro, se tiver boas condições de preparação, se tiver suporte como estes tiveram, podem alcançar os objetivos na sua carreira esportiva. Esse aparelho significa esse alto nível, essa qualidade, e traz a emoção do dever cumprido”, salientou Jorge Bichara, diretor de esportes do COB.

Agência Estado

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