Marília

Queimadas na Amazônia deixam céu de Marília cinza

Vista para o centro de Marília mostra um nevoeiro cinza (Foto: Marília Notícia)

As queimadas na Amazônia mudaram a cor do céu em Marília neste sábado (10). Um nevoeiro cinza e cheiro de queimado no ar foram percebidos em diferentes regiões da cidade.

“A fumaça de queimada é produzida na região Amazônica. Está sendo transportada pela circulação dos ventos e espalhada não só pela região Centro-Oeste e Sudeste, mas também para Argentina e Uruguai, causando um odor um pouco mais esquisito que as pessoas estão sentindo hoje no ar”, disse a Climatempo.

Especialistas alertam que a fuligem no ar se torna um risco especialmente preocupante para bebês, gestantes, idosos, fumantes e pessoas com doenças respiratórias crônicas.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, divulgados no início do mês, a Amazônia teve 33.116 focos de incêndio em agosto. O número é o maior registrado no mês nos últimos 12 anos (45.018) e mais do que o quádruplo do registro para o período em 2011 (8.002), o menor da média histórica, calculada a partir de 1998. O registro também está acima da média histórica para agosto, de 26.299 focos de queimadas.

Conforme a empresa de meteorologia, o cenário provocado pelas queimadas pode ser visto em imagens da Agência Aeroespacial dos Estados Unidos (Nasa). “Se olhar na imagem de satélite da Nasa, dá para a gente ver essas toneladas esbranquiçadas, meio amareladas, na região mais central do Brasil, pegando do sul da Amazônia em direção à Região Sul do Brasil”, acrescentou a Climatempo.

Vista para a avenida das Esmeraldas também tinha horizonte cinza e com fumaça (Foto: Marília Notícia)

RECORDE

“Mais uma vez, a Amazônia bateu recorde de desmatamento no mês de agosto, com 80% mais do que em agosto de 2021. É preciso um comprometimento verdadeiro do Estado, sociedade e setor empresarial brasileiros para interromper esse ciclo perverso de exploração. Estamos queimando os recursos naturais deste País com um apetite voraz que nos aproxima muito rapidamente do ponto de não retorno da floresta, aproximando-nos também de um futuro ambiental de secas mais prolongadas também no Sudeste do País”, disse André Guimarães, membro da Coalizão Brasil e diretor executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia.

“Várias cidades amanheceram cobertas por uma fumaça densa, resultado da fuligem das queimadas que castigam o bioma. Em um contexto em que mais de 50% do desmatamento e queimadas na Amazônia ocorrem em florestas publicas, é imperativo que o Estado brasileiro reassuma suas responsabilidades com o cuidado do patrimônio de todos nós. Até quando vamos ignorar esse pedido de socorro, quando o quadro de seca, doenças novas decorrentes do desmatamento e solos improdutivos transformarem o meio ambiente deste País?”, indagou.

Marília Notícia

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