Marília

Psiquiatra colhe dados para pesquisa inédita sobre suicídio

O psiquiatra Juliano Flávio Rubatino Rodrigues, pesquisador da Faculdade de Medicina de Marília (Famema), publicou um questionário para colher dados que irão auxiliar um dos mais completos estudos sobre o suicídio em Marília.

A proposta é conhecer e discutir o problema, a fim de propor intervenções que reduzam as ocorrências.

O pesquisador acredita que o foco, neste momento, está na pandemia do coronavírus. Com isso, outras questões como a saúde mental, tem tido menor espaço para debate.

“É urgente falarmos neste assunto. O intenso sofrimento psicológico imposto pela pandemia pode aumentar os gatilhos para que o suicídio aconteça”, alerta.

O estudo busca identificar as características deste fenômeno. A pesquisa propõe um questionário online que pode ser preenchido por qualquer morador de Marília, com idade a partir de 18 anos completos. O sigilo dos dados dos participantes é preservado.

Para participar da iniciativa, basta responder ao formulário [clique aqui] online. Não é necessário o nome, apenas endereço de e-mail.

Dados

Os dados mais completos do Estado de São Paulo, que permitem comparar Marília com outras regiões e localidades, são fornecidos pela Fundação Sistema de Análise de Dados do Estado de São Paulo (Seade).

O estudo foi atualizado no ano passado, com dados de 2017. Os números daquele ano apontaram que a RA (Região Administrativa) de Marília, formada por 51 municípios, ocupava a 3ª posição do Estado de São Paulo, com taxa de 6,49 mortes a cada 100 mil moradores.

As regiões de Itapeva (7,79) e Franca (6,73) tinham os mais elevados indicadores entre as 17 regiões administrativas.

Já no ranking dos municípios, entre as 364 cidades que registraram pelo menos uma morte por suicídio no ano, Marília teve a 206ª posição, com taxa de 6,5 casos a cada 100 mil moradores (15 óbitos).

A maior taxa foi de Alfredo Marcondes (3.920 moradores e dois casos) e menor em Valinhos (120.369 habitantes e um único óbito).

Valorização da vida

O Centro de Valorização da Vida (CVV) conta com voluntários 24 horas por dia, para ouvir pessoas que tem a necessidade de serem ouvidas, com respeito e sem julgamentos.

O contato pode ser feito pelo telefone 188 ou pelos outros canais disponíveis no site, que pode ser acessado [aqui].

Serviços Públicos sobre a valorização da vida

Caps Com-Viver – (14) 3451-4028

Caps-i (Infantil) Catavento – (14) 3451-1660

Caps AD (Álcool e outras drogas) – (14) 3433-8606

Unidades Básicas de Saúde (Saúde da Família e UBSs)

Emergência: SAMU 192, UPA Norte, PA Sul, Pronto Socorro e Hospitais

Carlos Rodrigues

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