Protesto foi contra corrupção, mas apenas pequeno grupo lembrou de Herval Rosa Seabra
Mais de 300 cidades brasileiras tiveram passeatas e atos públicos ontem (13), convocados por movimentos contrários ao governo Dilma, sob lemas como o combate à corrupção, o apoio à operação Lava Jato e ao seu comandante, o juiz Sérgio Moro e o impeachment da presidente.
Em Marília, oficialmente a Polícia Militar (PM) não fez estimativa sobre o número de pessoas que participaram da passeata, mas os organizadores falaram em 5 mil pessoas, número que também foi citado por diversos integrantes da PM de maneira não oficial [veja aqui a cobertura].
Foram entoados coros como “O PT roubou” e “Fora PT, fora Cunha, fora Renan”, além do Hino Nacional.
O que chamou atenção no protesto, que intitulou-se “contra a corrupção”, foi o fato de que a grande maioria dos manifestantes ‘esqueceu’ um dos casos mais graves de desvio de dinheiro público da história de Marília: o caso Herval.
Apenas um pequeno grupo gritou “Fora Herval”, em alusão à condenação do vereador e presidente da Câmara de Marília.
Ano passado, Herval Rosa Seabra (PSB) foi condenado a oito anos, dez meses e vinte dias de reclusão em regime fechado, por desviar cerca de R$ 4 milhões da casa legislativa entre 2001 e 2004 [relembre aqui].
Se corrigidos pela inflação, os desvios somariam atualmente mais de R$ 20 milhões. Ele recorre da decisão em liberdade e continua no cargo.
Acusação aponta homicídio culposo, fraude processual e pedido de indenização de R$ 100 mil.
Julgamento foi marcado para agosto; crime ocorreu em janeiro no bairro Senador Salgado Filho.
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