Local teve obra de R$ 500 mil anunciada pelo deputado Vinícius Camarinha, em 2008 (Foto: Arquivo)
O Ministério Público de Marília, em ação que tramita pela 1ª Vara Cível há oito anos, voltou a pedir a interdição do Camelódromo. O centro popular de compras anexo ao Terminal Urbano, segundo a promotoria, continua inadequado e oferece risco aos comerciantes e frequentadores do local.
É o segundo pedido de interdição do local em menos de um ano. O anterior, assinado pelo mesmo promotor – José Alfredo de Araújo Sant’Anna – foi feito em junho do ano passado, conforme mostrou o Marília Notícia.
Na época o prefeito Daniel Alonso conseguiu uma audiência na promotoria e se comprometeu a enviar uma comissão de engenheiros do município, para um levantamento das necessidades de adequação.
O Ministério Público aponta falhas em sistemas de alarmes, extintores descarregados, fiação exposta e “gambiarras”, que não permitem a aprovação do local pelo Corpo de Bombeiros.
Daniel em reunião com promotor Sant’Anna em junho do ano passado (Foto: Mauro Abreu)
Promessas
O descaso e as disputas políticas que envolvem aquele espaço, entre as avenidas Brasil e Tancredo Neves, são antigas. Em geral, os comerciantes e usuários são as principais vítimas.
Em 2010 foi assinado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) prevendo reformas para adequação do prédio e das instalações elétricas do camelódromo.
Antes, porém, conforme noticiou o site da Assembleia Legislativa – até hoje disponível em seu arquivo de publicações – o deputado estadual Vinícius Camarinha anunciou em 2008 – com direito a solenidade no terminal – a conquista de R$ 500 mil para a reforma do camelódromo.
“Com a revitalização, o espaço deve ser totalmente reformulado. Serão construídos 2.800 m² de cobertura, com pé-direito de seis metros, banheiros e boxes modernos,” dizia o release da Assembleia.
“A solenidade da oficialização da conquista contou com a presença de representantes da prefeitura, de camelôs e de parte da família Camarinha, que foi homenageada. Após a reformulação, o espaço receberá novo nome e será denominado Centro Comercial de Compras Popular Josué Francisco Camarinha.”, diz ainda a publicação, que permanece ativa no site oficial da Assembleia.
Nada foi feito. As únicas obras no local foram o pipocódromo, do ex-prefeito Mário Bulgareli, que tirou os vendedores ambulantes da avenida Brasil, e a reforma dos banheiros no início do governo Daniel Alonso (PSDB).
A decisão sobre o novo pedido de interdição está sob análise da juíza Paula Jaqueline Bredariol de Oliveira.
Camarinha ainda em 2008 prometeu recursos para o local (Foto: Arquivo/Alesp)
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