Marília

Promotor e comitiva usam transporte público e fazem críticas

Promotor do Consumidor, Alfredo Sant’Ana, e presidente da Câmara, Marcos Rezende (PSD) – (Foto: Divulgação)

Uma comitiva formada por representantes do Ministério Público, Câmara de Marília e Empresa Municipal de Mobilidade Urbana (Emdurb) fez diversas críticas ao transporte público do município após uma viagem do Terminal Urbano até o distrito de Padre Nóbrega.

O grupo embarcou nesta quarta-feira (27) com destino aos empreendimentos imobiliários entregues nos últimos anos onde vivem milhares de marilienses. O ônibus estava abarrotado, segundo o grupo.

Participaram da incursão o presidente da Câmara vereador Marcos Rezende (PSD), o presidente da Emdurb Valdeci Fogaça, o promotor José Alfredo de Araújo Santana e assessores.

Ônibus estavam lotados, diz comitiva (Foto: Divulgação)

Depoimentos

“Hoje entrei no ônibus que foi do terminal a Padre Nóbrega. Lotado. Não couberam  todos. O ônibus correu muito, embora na zona urbana. Muitas reclamações dos passageiros”, declarou o promotor.

”Faremos uma reunião para analisar os problemas e adotar soluções”, completa Santana. Ele também pretende solicitar a instalação de caixas de reclamações e sugestões nos veículos coletivos.

O presidente da Câmara defendeu a volta dos cobradores e também se queixou do serviço.

“É um absurdo o que estas empresas fazem com a nossa população, um desrespeito total. Que fique claro: este é um serviço pago pela população e que deve ser prestado com alta qualidade”, reclamou Rezende.

(Foto: Divulgação)

AMTU

A reportagem do Marília Notícia procurou a assessoria de imprensa da Associação Mariliense de Transporte Urbano (AMTU), que responde pelas empresas Grande Marília e Sorriso Marília, para comentar as queixas da comitiva de membros do poder público.

A associação afirmou por meio de nota “que discorda da utilização política quanto ao reajuste da tarifa”. A entidade faz referência ao reajuste de R$ 3 para R$ 3,80 autorizado recentemente pela Prefeitura.

“É relevante informar que as empresas ficaram 42 meses sem reajuste, suportando todos os ônus inflacionários do país e aumentos dos diversos custos do sistema, não se admitindo a propagação de inverdades”, diz a resposta.

“Aproveita a oportunidade para lembrar que o reajuste feito através de acordo judicial colocou fim a diversas ações, onde havia pedido indenizatório contra o município de R$ 30 milhões, entre outros pedidos. Esclarece também que o reajuste teve aprovação do SAF, que é o órgão administrativo específico da área vinculado a Prefeitura”.

AMTU diz ainda que as empresas “continuam a seguir rigorosamente as normas de trânsito e a regulamentação sobre velocidade de tráfego e ocupação de passageiros, e faz diariamente o acompanhamento não só tacógrafo na totalidade dos veículos, e também de monitoramento por vídeo dos motoristas”.

Sobre a linha utilizada pela comitiva do MP, Câmara e Emdurb até Padre Nóbrega, a alegação é de que “a Grande Marília, concessionária responsável pelo atendimento, já efetuou duas ampliações de horários e quantidade de veículos a pedido da Prefeitura e não mais recebeu registros de queixas, e reafirma que as lotações dos veículos estão de acordo com a capacidade máxima permitida, fator sempre observado”.

Sobre a caixa de sugestões e queixas proposta pelo Ministério Público, a AMTU informa que “esse canal sempre existiu, permitindo a coleta de informações dos clientes, através de várias plataformas de acesso do Fale Conosco. O passageiro pode fazer ligação gratuita, pelo 0800-777-8181, como enviar mensagens pela Internet, através do site amtumarilia.com.br, ou comparecer na loja da AMTU, na Rua Maranhão, 43, no Centro. A Prefeitura também oferece como local de caixa de sugestões a Ouvidoria Geral do Município e a Emdurb o telefone grátis 156”.

A AMTU termina o texto reafirmando “o compromisso de qualidade na sua prestação de serviço através das concessionárias, estando sempre aberta ao diálogo e na procura de soluções com qualquer usuário do sistema órgão público ou privado, na intenção de sempre prestar o melhor serviço”.

(Foto: Divulgação)

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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