Marília

Promessa de campanha, Daniel não resolve falta d’água em Marília

Prefeito em visita recente nas obras de perfuração de poço profundo no Cascata (Foto: Divulgação)

Mesmo com anúncio de investimentos em poços e reservatórios, moradores das regiões mais populosas de Marília seguem enfrentando a falta d’água, um prolema que o atual prefeito Daniel Alonso (PSDB) prometeu resolver caso fosse eleito. “Em um ano e meio eu acabo definitivamente com o problema de água na cidade”, disse Daniel no ano de 2016, em entrevista ao Marília Notícia, dias antes do pleito que o elegeu.

O problema atravessa várias administrações ao longo das décadas em Marília. As regiões Norte e Sul são as mais afetadas, o que não significa que o transtorno deixa de atingir também bairros das zonas Leste e Oeste.

Nas últimas semanas a reclamação sobre falta de água na cidade vem se agravando. Leitores do Marília Notícia relatam torneiras secas por até três dias seguidos em alguns bairros.

Transtornos

O corretor de imóveis Márcio Sebastião Caldeira, que mora em um residencial do bairro Vista Alegre, conta que as casas têm caixas de 500 litros, o que não tem impedido os moradores de ficar sem água diariamente.

“Começou há cerca de 60 dias. Gostaria de saber porque estamos com essa situação ultimamente. Pois sempre foi informado que o governo municipal já teria resolvido essa situação. Já chagamos a ficar um final de semana inteiro sem água”, conta o corretor.

Ele vive na casa com mais quatro pessoas, incluindo uma criança de nove anos, e relata os transtornos. “Todos os dias, depois das 17h, falta água. Pode ser que tenha aumentado o consumo, por causa da pandemia, mas por isso mesmo não podemos ficar sem”, ressalta.

Problemas sucessivos

O Daem (Departamento de Água e Esgoto de Marília) tem relatado problemas sucessivos, envolvendo a queima de bombas e danos na rede.

Agora, a escassez estaria sendo provocada, segundo o Departamento, por condições climáticas. O nível do Rio do Peixe, que já é baixo, seria mais um ingrediente na eterna crise hídrica na cidade.

Devido a redução da capacidade do manancial, a extração caiu em 250 mil litros por hora, com impacto em partes do Centro, região Oeste e Norte da cidade.

Presidente do Daem por mais de dois anos, Marcelo Macedo afirma que as dificuldades atuais nem se comparam com os problemas do passado. Segundo ele, a cidade aumentou a oferta da rede de 1.800.000 litros para 3.700.00 litros por hora, mais que o dobro da capacidade.

Atualmente, segundo a autarquia, o sistema tem 82 poços para captação de água e 56 reservatórios.

Nove foram perfurados nesta gestão pelo próprio Daem ou empresas que fazem loteamentos. Nos últimos quatro anos o sistema ganhou quatro poços para a região Norte: Maracá I, II e III e Fazenda São Paulo I.

A região Oeste teve um poço adicionado, no Panambi. E as regiões Leste e Sul somaram mais três pontos de captação: Água do Norte II, Água do Norte III e Sistema Cavalete 07.

Mesmo com os investimentos, próprios e, principalmente, de parceiros, o Daem ainda tem dificuldades quando há pressão na demanda. Nos últimos meses, bairros como Sasazaki (zona Norte) e Planalto (Sul), onde o problema já foi crônico e havia relatos de melhora, a situação voltou a se complicar.

Outro lado

O presidente da autarquia, André Ferioli, garante que a estiagem está reduzindo a capacidade de captação nos mananciais e também nos aquíferos. “Não são apenas os rios e represas, nos poços também tem redução”, diz.

Ferioli fala ainda que a população não investe em caixas d’água e lembra que existe norma, para todos os usuários do Daem, com previsão de obrigação para manter reservatórios compatíveis com o número de pessoas na casa.

“Todo dia de manhã os reservatórios do Departamento estão cheios, mas ao longo do dia, com o consumo, o nível vai baixando. Se todo mundo tivesse caixa d’água em tamanho adequado, não haveria esse problema”, garante.

Carlos Rodrigues

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