Tecnologia

Projeto Starline: Google une pessoas por meio de holografia

O “Projeto Starline” foi revelado na última semana durante a conferência de programadores Google I/O, na Califórnia. Ainda em grande parte num estágio inicial, o Starline funciona bem, conforme demonstrado quando amigos que não se viam havia muito tempo por causa do lockdown da pandemia puderam conversar por meio do sistema – o que levou a comentários como, “Pareceu mesmo, de verdade, que eu e ela estávamos no mesmo quarto”.

O presidente executivo da Alphabet, controladora do Google, Sundar Pichai, afirma que o sistema usa câmeras de alta resolução e provavelmente representará o apogeu de anos de pesquisa e aquisição de empresas por parte do colosso da tecnologia.

Ainda que tenha faltado uma explicação detalhada a respeito da tecnologia, pode-se supor que cerca de uma dezena de câmeras e sensores escondidos pela tela de exibição capturam imagens da pessoa em múltiplos ângulos, para identificar suas formas exatas e criar um modelo 3D em tempo real – é quase como a holografia imaginada por incontáveis filmes de ficção científica.

Steve Seitz, diretor de engenharia do Starline, afirma que três avanços se combinaram para tornar isso possível. Primeiro, a capacidade de capturar as imagens das pessoas como elas são. Segundo, a possibilidade de comprimir os dados para que eles possam ser transmitidos pelas redes existentes. E terceiro, a tecnologia para renderizar uma representação realista de uma pessoa em uma tela 3D.

Talvez o avanço mais impressionante na criação de tamanho realismo venha das novas câmeras e mostradores plenópticos – uma maneira extremamente complexa de detectar todos os raios de luz no espaço tridimensional que fluem por todos os pontos e em todas as direções. O mostrador em particular cria um efeito de janela mágica, graças ao qual os interlocutores parecem estar do outro lado do vidro.

A pandemia de covid-19 gerou grande interesse em torno de maneiras como as videoconferências podem melhorar, então, um projeto como esse, se puder ser comercializado por meio de um dispositivo acessível economicamente, poderia pavimentar o caminho para o futuro do trabalho remoto – possivelmente aliviando os debilitantes efeitos da “fadiga do Zoom”. Ainda, outras aplicações para o Starline, como no campo da medicina, poderiam implicar em impactos ainda mais abrangentes.

Agência Estado

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