Marília

Projeto de Marília é mencionado em relatório de exemplo ambiental da ONU

Abelhas nativas são preservadas pelo Projeto Doce Futuro (Foto: Divulgação)

O trabalho da Associação Doce Futuro, situado no bairro Maracá, na zona norte, foi mencionado no relatório do programa ‘Harmonia com Natureza’ da Organização das Nações Unidas (ONU), que será apresentado numa assembleia geral programada para abril de 2025.

Segundo o coordenador de reflorestamento e certificações do projeto, Fernando Garcia, o relatório teve contribuição do Grupo Harmony, que conta com a colaboração da professora e doutora da Universidade de Marília (Unimar), Mariana Santiago Ribeiro, também coordenadora da Incubadora Solidária (Insol) da instituição de ensino.

“Foi ela quem descreveu no relatório, como exemplo de sustentabilidade, o trabalho da Associação Doce Futuro. Para nós, é um reconhecimento de tudo que vem sendo feito com muita luta. Assumimos a responsabilidade de recuperar a mata de uma espaço público, promovendo o sistema agroflorestal e ao mesmo tempo criando abelhas nativas sem ferrão”, explica Garcia.

Projeto teve início em 2021 no bairro Maracá, na região norte da cidade (Foto: Divulgação)

Para a elaboração do documento de pesquisa da ONU, foi solicitado aos organizadores exemplos de como expandir uma jurisprudência da terra, que envolve os direitos da natureza, visto na América Latina, Europa e Ásia. O relatório mostra ainda como promover uma economia ecológica, afastando-se do Produto Interno Bruto (PIB) como medida de desenvolvimento e construindo um modelo econômico ecocêntrico que favoreça iniciativas de solidariedade social.

O resultado da pesquisa será divulgado na Assembleia Geral da ONU, no ano que vem. “Ter o trabalho reconhecido num documento como esse, é motivo de orgulho para todos nós, além de levar a causa da preservação das abelhas nativas em risco de extinção para todo mundo”, complementa Fernando Garcia.

O Projeto Doce Futuro existe desde 2021. “De lá para cá, foram quase 10 mil árvores plantadas e, parte da produção do sistema agroflorestal, vai para doação. O projeto tem hoje em seu plantel 21 espécies de abelhas nativas, algumas como a Uruçu Amarela em risco de extinção”, ressalta.

O mel e outros derivados das abelhas servem de insumo para pesquisas cientificas na Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Marília e na Unimar, onde as propriedades do mel estão sendo estudadas com a finalidade biofarmacológica.

Produção de mel serve como material de pesquisa para Fatec e Unimar (Foto: Divulgação)
Imagem do documento da ONU (Foto: Divulgação)

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Gustavo César

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