Marília

Programa de castração deve voltar com fila ainda maior

Cão resgatado pela PM Ambiental em Marília; castração reduz superpopulação e minimiza riscos de abandono (Foto: Divulgação)

Com 13 serviços veterinários já confirmados para a volta do Programa de Castração a Baixo Custo a partir do dia 1º de julho, o município acredita na possibilidade de ampliar o número de clínicas conveniadas, para atender a grande procura pelas cirurgias. Antes da pandemia, a espera já era de aproximadamente quatro meses.

O secretário municipal da Saúde, Cássio Luiz Pinto, informou que ainda não está definida a operacionalização da retomada do programa, que oferece subsídio para as castrações. “Temos este final de mês para definir como vai funcionar, se teremos alguma mudança em relação ao que era feito. Quando definido, vamos comunicar”, disse.

Ele afirmou que a acredita na possibilidade de ampliar a iniciativa, com novos serviços interessados. Quando foi interrompido, em março, o programa realizava em média 150 castrações por mês, com cadastro feito por telefone, diretamente na Divisão de Zoonoses da Secretaria Municipal da Saúde.

“Já tínhamos uma fila, uma espera devido a alta demanda. Com estes três meses de suspensão, com certeza essa necessidade aumentou. Mas vamos buscar mais parceiros para, quem sabe, agilizar esse atendimento”, afirmou Cássio.

Ele disse ainda que a Prefeitura não retomou o programa em função de ter sido cobrada por Organização Não Governamental (ONG), nem por possível judicialização da demanda na cidade – uma associação protetora chegou a pedir liminar, que foi negada – mas por entender que a questão da saúde animal é relevante à saúde pública.

“Tem a questão da leishmaniose, do controle da superpopulação. Entendemos que a castração é importante, é uma política pública de saúde relevante. Foi interrompida em função da pandemia, porque estávamos focados em outras ações de saúde, mas entendemos que já é possível voltar a oferecer o serviço”, disse o secretário.

O programa remunera as clínicas e serviços veterinários parceiros com subsídio de R$ 80 por cada procedimento. Já o responsável pelo animal arca com os custos de anestésicos e medicamentos para uso depois da cirurgia. O custo final pode variar de acordo com o porte do animal.

Carlos Rodrigues

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