Marília

Professora é acusada de assédio moral e desvio de produtos

Uma ex-auxiliar de direção de escola municipal de Marília está sendo acusada de cometer uma série de irregularidades, como assédio moral, desvios de produtos de limpeza e alimentícios, fraude em horário de ponto e prática escandalosa em serviço.

Um processo administrativo acaba de ser aberto contra a servidora pública pela Corregedoria Geral do Município, após a realização de uma sindicância que demorou mais de um ano para ser concluída.

A portaria de abertura do processo foi publicada no Diário Oficial de Marília no último sábado (3).

Entre as punições possíveis está a perda do cargo de professora de ensino infantil, ocupado pela acusada após aprovação em concurso público.

As irregularidades teriam sido cometidas na Escola Municipal de Ensino Infantil (Emei) Amor Perfeito e foram comunicadas pela Secretaria Municipal de Educação em julho do ano passado.

Naquele mesmo mês a professora foi exonerada do cargo auxiliar de direção de Emei, que ocupava desde fevereiro de 2017, primeiro ano da gestão Daniel Alonso (PSDB).

Outra funcionária da escola relatou que a acusada faria ameaças de transferência contra ela e outros trabalhadores quando reclamavam de serviço excessivo ou irregular. Gritos, coação e mentiras também foram narrados.

Outras irregularidades

A mulher também é acusada determinar “a outros servidores para realizar atividades estranhas aos seus cargos (desvio de função)” e “ausentar-se da unidade escolar, sem autorização de seu superior hierárquico para tratar de assuntos de interesse pessoal”.

“Solicitação a outros funcionários para bater seu ponto na hora de entrada ao serviço, omissão na adoção das medidas administrativas necessárias ao bom andamento das atividades, resistência generalizada ao cumprimento de ordens e regulamentos”, são outros apontamentos.

Além disso, também teria sido constatado o “descumprimento das normas legais e regulamentares relativas a à concessão de vaga em período integral a aluno matriculado na unidade escola” e “utilização do telefone da escola para tratar de assuntos pessoais”.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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