Marília

Procon notifica postos de Marília sobre preço dos combustíveis

O Procon de Marília notificou ontem (2) todos os 63 postos de combustíveis da cidade, para apresentarem documentos em que constam a variação de preço dos combustíveis durante a pandemia.

Na semana passada o Marília Notícia mostrou que o órgão municipal de defesa do consumidor havia recebido mais de 100 denúncias sobre suposto aumento abusivo de preços – principalmente no etanol – logo após o Estado anunciar a flexibilização da quarentena.

“O que chama a atenção, segundo os consumidores, é que na mesma data o preço aumentou de forma linear cerca de R$ 0,50 em quase todos os postos”, disse ao site nesta quarta-feira (3) o diretor do Procon, Guilherme de Moraes.

“Em seguida, logo após o Procon anunciar nas rede sociais que estava recebendo relatos nesse sentido, os consumidores informaram que os preços baixaram aproximadamente R$ 0,40”, continuou Guilherme.

Ele explica que existe o livre mercado e a lei da oferta e demanda, mas não pode haver abusos, como aumentos bruscos de forma supostamente organizada e sem explicação plausível.

Com os documentos a serem fornecidos pelos estabelecimentos, o órgão pretende buscar as explicações sobre a variação de preços recente.

Donos de postos

Ainda na semana passada, o presidente regional do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo do Estado São Paulo (Sincopetro), Gustavo César Henrique da Silva, demonstrou indignação ao ser questionado pelo MN sobre o assunto.

“Tudo o que acontece, é culpa do dono do posto. É inacreditável, as pessoas não procuram saber o que está acontecendo. Em maio houve quatro reajustes no preço da gasolina. Mais de 45% que foi repassado pela Petrobrás”, comentou Gustavo. “Não tem nada a ver com flexibilização”.

De acordo com ele, o preço da gasolina influencia o do etanol – assim como o contrário. O presidente regional do Sincopetro disse ainda que o Procon deveria fiscalizar as distribuidoras e outros setores da economia. “Quem está praticando preço abusivo são os supermercados, a comida é que encareceu”, reclamou na ocasião.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

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