Marília

Prefeitura quer aumentar IPTU em 2018

A Prefeitura de Marília pretende um aumento real no valor do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) em aproximadamente 10% para o ano que vem, de acordo com projeto de lei complementar enviado à Câmara nos últimos dias e que ainda não tem prazo para ser votado.

Caso seja aprovada a mudança no Código Tributário do município da forma como o Executivo deseja, outros aumentos no mesmo patamar ocorrerão em 2019 e 2020. Duas audiências públicas sobre o assunto estão previstas para novembro.

Segundo o secretário da Fazenda, Levi Gomes, o aumento de 10% para 2018 – e novamente nos anos dois anos posteriores – será resultado da mudança na fórmula adotada para calcular o valor venal dos imóveis localizados no município.

Valor venal é uma estimativa que o Poder Público realiza sobre o preço de determinados bens. A finalidade principal é servir de base para o cálculo de impostos.

O projeto de lei número 53 de 2017 quer subir de 50% para 55% no ano que vem o chamado ‘fator comercial’ que compõe o cálculo do valor venal. O aumento de 5% nesse elemento resultaria no aumento real de 10% no IPTU.

Para ser calculado o valor venal são somados os valores territorial e predial com multiplicação do resultado pelo fator comercial. Portanto, valor territorial mais valor predial vezes o fator comercial – uma conta complexa para os leigos no assunto.

Com a definição do valor venal é feito o enquadramento nas faixas de valores a serem cobrados de IPTU.

Estão previstos no projeto o reajuste para 60% em 2019 e 65% em 2020 no fator comercial.

No entanto, junto com o aumento almejado pelo Executivo, continuam valendo os reajustes anuais dos valores venais pelo IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado – IGP-M), da Fundação Getúlio Vargas.

Justificativa

A justificativa do prefeito Daniel Alonso no projeto enviado ao Legislativo é de que o “município encontra-se atualmente com sérias dificuldades financeiras em decorrência do desequilíbrio entre arrecadação dos recursos próprios e as despesas com a manutenção dos serviços públicos”.

Daniel fala também sobre as obras e outros investimentos, além de dificuldade para pagar fornecedores e despesas obrigatórias.

Outra alegação é de que o ‘fator comercial’, hoje em 50%, era previsto para ser de 90% no projeto de lei de 2012 que instituiu a Planta Genérica de Valores no Município. A redução de 40% teria ocorrido durante a tramitação da proposta.

O município cita ainda “a obrigatoriedade dos municípios instituírem e arrecadarem os tributos sob sua responsabilidade e que o IPTU constitui uma das principais fontes de arrecadação”.

Leonardo Moreno

Leonardo Moreno é jornalista e atualmente cursa Ciências Sociais. Vê o jornalismo de dados como uma importante ferramenta para contar histórias, analisar a sociedade e investigar o poder público e seus agentes.

Recent Posts

MAC bate a Francana, confirma 2ª vaga e pega São Bernardo na próxima fase

Lucas Limas comemora primeiro de seus dois gols contra a Francana neste sábado (Foto: Matheus…

6 horas ago

PF prende mulher condenada por facilitar tentativa de latrocínio em escola

Andressa Martins Soares - com as inscrições NY na camiseta - foi condenada pela Justiça…

8 horas ago

Mega-Sena tem prêmio acumulado em R$ 8 milhões; sorteio é neste sábado

Sorteio terá transmissão ao vivo pelo canal da Caixa no YouTube e no Facebook das…

10 horas ago

Ator e diretor teatral Juca de Oliveira morre aos 91 anos em São Paulo

Ao longo da carreira, Juca participou de importantes produções teatrais, muitas delas de sua própria…

10 horas ago

Governo fiscalizou 1,1 mil postos de combustíveis para evitar abusos

Desde março, a fiscalização percorreu 179 municípios (Foto: Agência Brasil) O governo federal aumentou a…

11 horas ago

Justiça recebe denúncia por homicídio, mas nega prisão de suposto mandante

Vítima foi alvejada por disparos de arma de fogo A Justiça de Marília recebeu denúncia…

11 horas ago

This website uses cookies.