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Prefeitura promete pagar parte da dívida com Santa Casa

Dívida da Prefeitura gerou cortes na Santa Casa

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira (4), a diretoria da Santa Casa de Marília afirmou que parte da dívida da Prefeitura com a instituição, deve ser quitada até março.

Atualmente, o SUS (Sistema Único de Saúde), gerenciado em Marília pela Prefeitura, deve quase R$ 4,5 milhões em serviços realizados pela Santa Casa no ano de 2015.

De acordo com os dados fornecidos na coletiva, a Prefeitura deixou de repassar R$ 967 mil do acordo firmado com a Santa Casa. O extrateto (valor gasto além do previsto que a administração deveria pagar) de R$ 3,5 milhões, também não foi recebido pelo hospital.

“O próprio Danilo Bigeschi, secretário da Saúde, nos informou que esteve em contato com o secretário da Fazenda do município e este assumiu o compromisso de até março regularizar o dinheiro do fundo municipal, que seria pouco mais de R$ 900 mil. Foram palavras do Danilo para a diretoria da Santa Casa”, disse o empresário Milton Tédde, provedor do hospital.

O hospital tem um pacto com o SUS de R$ 1,6 milhão por mês, mas o valor ultrapassa o necessário (chamado teto) para atender à demanda de pacientes e procedimentos.

Basicamente o dinheiro enviado pelo Governo Federal não chega nem perto de ser suficiente e a partir disso, o município custeia a operação: é o chamado valor extrateto. Isso acontece em quase todas as cidades.

Em Marília, a administração de Vinicius Camarinha (PSB) não pagou esse valor extrateto, gerando endividamento do hospital, que se viu obrigado a reduzir atendimento ambulatorial em 50% na alta complexidade e em 60% na média complexidade.

A superintendente da Santa Casa, Kátia Ferraz Santana, ainda lembrou que devido a falta de pagamento, no final de 2015, o hospital precisou fazer um empréstimo bancário com altos juros (o que aumenta a dívida) para honrar seus compromissos.

Apesar disso, ela rechaça um colapso na instituição: “Apesar da dificuldade, fizemos um planejamento financeiro e a situação está sob controle”, disse.

Kátia também alertou que a Santa Casa não controla as filas de espera para atendimento, quem gerencia todo esse processo são os 62 municípios da região que o hospital atende, inclusive Marília. Os R$ 3,5 milhões do extrateto ainda não tem data para reposição.

Da esquerda para a direita: Diretor financeiro, Sérgio Stopato Arruda; Milton Tédde, provedor da Santa Casa e Kátia Santana, superintendente do hospital

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